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Veteranos das Tropas Estratégicas da Rússia comemoram o 45 aniversário da crise de 1962

11.10.2007
 
Veteranos das Tropas Estratégicas da Rússia comemoram o 45 aniversário da crise de 1962

Veteranos das Tropas Estratégicas da Rússia (TER) comemoram esta sexta-feira ( 11), numa conferência, o 45 aniversário da instalação dos mísseis nucleares em Cuba , que provocou em 1962 uma grave crise mundial, colocando o mundo a beira de uma guerra nuclear. A operação estratégica com nome de “Anadir” compreendia instalar em Cuba “ em disposição combativa” misseis balísticos de médio alcance R-12 e R-14 com cargas nucleares.

 Esse armamento ao ter a capacidade para alcançar o território dos EUA na Época da Guerra Fria , colocou em alerta o governo do então presidente John F. Kennedy, que ordenou um bloqueio naval da ilha e apareceu o risco de uma guerra nuclear. Nos finais de outubro de 1962, a União Soviética e Estados Unidos chegaram a acordo de maneira recíproca retirar seus respectivos mísseis instalados em Cuba e Turquia , a serem considerados pela cada país como um risco para sua segurança.

 A decisão foi tomada durante uma conversa telefónica entre o líder soviético Nikita Krutchev e americano John F. Kennedy, sem consulta prévia do governo soviético com o líder cubano Fidel Castro, que provocou um protesto de Habana e o congelamento nas relações entre Cuba e URSS. Para Havana, que sofria agressões e bloqueio económico por parte dos EUA , tornava-se imperioso tomar todas as medidas necessárias para proteger sua soberania nacional.

 Entretanto em Moscou, Nikita Krutchev avaliara longamente a agressão norte-americana contra Cuba. Falaria sobre isso em sua autobiografia: “Eu pensava constantemente nesse problema... Se Cuba caísse, os outros países latino-americanos nos rejeitariam, declarando que, apesar de todo o seu poderio, a União Soviética não fora capaz de fazer algo em favor de Cuba, exceto emitir protestos vazios diante das Nações Unidas.” Aceitando um desafio arriscado, decidiu iniciar a operação “Anadir”.

Segundo Itar-Tass na conferência desta sexta-feira , organizada pela Organização Social de Combatentes Internacionalistas Veteranos “cubanos” participa o chefe do Estado Maior das TER, tenente- general Andrei Shvaichenko. Também participam veteranos e participantes da operação Anadir e o embaixador de Cuba na Rússia , Jorje Martí Martinez.

 De acordo com o plano da Operação Anadir em Cuba deviam ser enviados 50.874 elementos das Forças Armadas da URSS , que operariam três grupos de mísseis R-12, dois de R-14 e duas unidades de mísseis de cruzador. O contingente também incluiria 4 regimentos motorizados, dois batalhões de tanques , 40 caças Mig-21, 42 bombardeiros Il-28 e lança mísseis antiaéreos S-75 com 144 mísseis, e havia planejado instalar uma base naval . Para transportar forças e material a URSS previa enviar a Cuba 2 cruzadores, 4 destruidores , 12 barcos tipo Komar ( Mosquito) , e também 11 submarinos , sete deles equipados com mísseis nucleares R-13.

Todo o material era  transportado em segredo , localizado em estivas, a carga de convés era composta por tractores e outra técnica agrícola. A movimentação das tropas soviéticas foi descoberta por um avião espião norte-americano U2 nos princípios de outubro de 1962, três meses após da chegada dos primeiros elementos , mas antes ter sido instalados as ogivas nucleares aos projécteis. A crise não ocorreu. O mundo ficou aliviado. No começo de novembro, o conflito potencial mais perigoso da Guerra Fria fora afastado.

 Por Lyuba Lulko


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