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Rússia desmente versões sobre manipulação de cifras da Covid-19

10.06.2020
 
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Rússia desmente versões sobre manipulação de cifras da Covid-19

Moscou, 10 jun (Prensa Latina) A Rússia negou hoje versões sobre uma suposta manipulação de estatísticas sobre os falecidos por causa do coronavírus SARS CoV-2, responsável pela pandemia  de Covid-19, depois de registrar 1,27% de letalidade.

 

Talvez, não é possível pensar que as razões de uma baixa letalidade na Rússia sejam as de uma melhor preparação do sistema de saúde para enfrentar a Covid-19?, se perguntou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em uma entrevista ao canal CNN, citada aqui pela imprensa.

Peskov comentou assim as afirmações de que a Rússia, de forma alguma, poderia apresentar as cifras atuais (6.142 falecidos), pois em outros países com grande quantidade de contagiados, as mortes sempre foram maiores, como ocorre nos Estados Unidos ou Reino Unido.

Ao referir-se aos 487.485 casos positivos registrados neste país, o porta-voz presidencial explicou que na Rússia foi realizada uma grande quantidade de testes de diagnóstico (13,2 milhões), e quanto mais exames são realizados, mais casos aparecem, considerou.

Meios de imprensa recordam que a Rússia ocupa a segunda posição em número de testes no mundo, só superada pelos Estados Unidos.

O ministério de Defesa russo construiu 17 hospitais em apenas três meses, especialmente preparados para atender pacientes de Covid-19 em 17 regiões do país e organizou ao menos quatro hospitais de campanha nas regiões montanhosas e de difícil acesso.

Além disso, só nesta capital, dezenas de hospitais foram transformados para receber doentes do SARS CoV-2, ainda que muitos deles já voltaram a suas funções habituais, depois desta cidade ter registrado 55,26% de pacientes recuperados.

Peskov também desmentiu versões sobre a suposta preocupação do mandatário Vladimir Putin com sua popularidade, o que o teria levado a manipular as cifras de morte.

O chefe de estado russo não está preocupado de nenhuma forma com sua posição nas pesquisas, pois um verdadeiro estadista busca resolver os problemas do país e para isso deve tomar as decisões necessárias, afirmou.

Além disso, o porta-voz do Kremlin manifestou sua esperança de que, depois das presidenciais de novembro nos Estados Unidos, melhorem as relações entre ambos países, que se encontram em um de seus momentos mais difíceis, segundo analistas.

ga/to/jp

 

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