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Federação Russa

Acto de chacina da Geórgia: relembrar as vítimas, um ano depois

07.08.2009
 
Pages: 12
Acto de chacina da Geórgia: relembrar as vítimas, um ano depois

Há um ano, o assassino e criminoso de guerra, amigo da OTAN e de Washington, Mikheil Saakashvili, deu ordem para as suas forças armadas (apoiadas pelos Estados Unidos da América) atacarem a Ossétia Sul, convencido que a Federação Russa nada faria para proteger os seus cidadãos. Os meios de comunicação social ocidentais apoiaram de imediato o lado georgiano e lançaram uma série de mentiras contra a Rússia e a seguir afirmaram que a Rússia perdera a guerra da mídia.

Os/as russofóbicos/as na comunicação social portuguesa já foram identificad@s na Pravda.Ru há umas semanas. Todos sabem quem são, todos sabem que aqueles que se escondem atrás de rótulos tipo “analista” e “jornalista” mas de facto cujas opiniões valem menos que o bêbado e palhaço da aldeia que anda nos montes na altura das “pulhas” a bradar aos Céus que “Senhora Tal anda com Senhor Tal”, ganham os seus milhares de Euro por mês porque são amigos/as de quem dirige o jornal, ou de um político qualquer, injustamente quando se tem em conta os milhares de bons jornalistas desempregados ou a trabalharem como escravos neste país.

Infelizmente o que aconteceu em Portugal não foi excepção. A comunicação social ocidental falhou rotundamente em perceber o que tinha acontecido nas primeiras horas do dia 8 de Agosto de 2008. Jornalistas profissionais, que tinham o dever de investigar o assunto, literalmente limitaram-se a vomitar tralha, disparates e lixo nas páginas dos seus jornais e até nos telejornais; mísseis georgianos a choverem sobre civis na Ossétia foram descritas, com subtítulos, como “russos” a viajarem para sul.

Esta vergonha fez com que eu deixasse de comprar jornais impressos em Portugal e fez com que eu deixasse de desperdiçar meu tempo em ver telejornais que foram estudos em ignorância e enganos, manipulando a opinião pública contra a Rússia na face do ataque mais covarde e vil em que foi perpetrado um acto de chacina, de genocídio contra seus cidadãos.

Em Portugal, como em todo o mundo ocidental, o ataque georgiano foi transformado num acto de “uso desproporcionado de força” pela Rússia, enquanto Moscou limitou-se a fazer uma campanha contida e regrada na sequência de aquilo que o amigo da OTAN fez.

E o que foi? Hoje, a Comissão de Investigação da Federação Russa expôs a lista dos crimes cometidos pelas forças armadas da Geórgia (apoiadas por forças de um país membro da OTAN) em 8 de Agosto de 2008. 655 casas foram destruídas e queimadas. Mais que 33.000 cidadãos da Ossétia Sul foram forçados a fugir das suas casas, muitas destas pessoas sendo idosos, mulheres e crianças.

As forças georgianas usaram bombas de fragmentação (banidas internacionalmente) e bombas de 500 quilos contra civis. Mães e suas crianças a esconderem em caves de apartamentos foram chacinados com metralhadoras.

Instituições médicas, escolas, igrejas, casas foram demolidas com mísseis de sistemas GRAD, snipers georgianos atiraram contra as colunas de refugiados, com suas mulheres, mães, avós e crianças a fugirem do campo de batalha.

A comunicação social portuguesa e ocidental fez o quê? De forma geral, tomaram o lado georgiano, dos assassinos, dos terroristas. Apoiaram assim estes actos de chacina, de crueldade. Criticaram os russos por defenderem seu povo. “Jornalistas” e “analistas” que recebem milhares de Euro por mês limitaram-se a repetir idiotice, sem sequer tentarem saber o que realmente aconteceu. Anal…istas, pois.

A Federação Russa pretende fazer tudo no seu poder para punir os responsáveis por este acto de tentativa de genocídio. A Comissão comprometeu-se em completar o caso de investigação criminal e este processo deve juntar-se aos mais que 2.500 de casos entregues na Haia (TPI) e Estrasburgo (TEDH) por cidadãos da Ossétia contra efectivos georgianos. 5.143 cidadãos da Ossétia foram vitimizados durante este ataque, de acordo com o Ministro Adjunto dos Assuntos Exteriores, Grigori Karasin. Foram cometidos actos criminosos de vandalismo e de saque. Foram violados campos de enterro, foram perpetrados actos de violência e crueldade contra prisioneiros.

O que aconteceu? Vamos dizer a verdade, não vamos inventar disparates e depois rotularmo-nos de “jornalistas” e “analistas”. No dia 6 de Agosto houve incidentes de violência, os dois lados a acusarem o outro de terem iniciado a troca de tiros. No dia 7 de Agosto foi assinado um cessar-fogo. Horas depois, Presidentre Saakashvili da Geórgia (amigo da OTAN) instruiu as suas forças a atacarem Ossétia Sul com um bombardeamento prolongado de artilharia, antes da entrada no campo de tanques de guerra e tropas, com efectivos norte-americanos à mistura. As imagens foram capturadas na televisão. “Get back inside” não é uma instrução na língua georgiana, pois não?

No dia 8 de Agosto, estas forças georgianas não conseguiram capturar Tskhinval, cidade capital, e no dia 9, forças russas exterminaram os elementos invasores e liquidaram a resistência, enviando em fuga desordeira as tropas assassinas georgianas e seus conselheiros militares e reduzindo a capacidade militar da Geórgia por destruir parte da infra-esrtrutura militar deste amigo da OTAN.

A Geórgia tinha a obrigação sob a lei soviética de realizar referendos na Ossétia Sul e Ablhazia quando saiu da União. Não o fez. Agora, quem na Ossétia do Sul ou Abkházia queria viver outra vez sob oi jugo de Tblisi depois do acto de chacina na primeira República e o planejado acto de assassínio na última?

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