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Crianças de um ano serviram de cobais para testes de nova vacina de farmacêuteca bélgica

02.03.2007
 
Crianças de um ano serviram de cobais para testes de nova vacina de farmacêuteca bélgica

A história começou no fevereiro de 2006 na cidade  de Volgogrado, no sul da Rússia. Uma menina de um ano foi vacinada contra a varíola, sarampo e varicela e logo depois da vacinação se sentiu mal e foi transportada para um hospital.

 Actualmente Vika Geraskina praticamente não fala e atrasa em desenvolvimento. A família, tendo serteza que o incnidente foi causado pela vacina,  prestaram uma declaração à Procuradoria local . Os resultados da investigação chocam.

Há dois anos 112 crianças de um ano de idade foram vacinadas com novas vacinas da multinacional farmacêutica Glaxo Smith Klein com sede na Bélgica. A Farmacêutica realizava a crianças  os testes  de novas vacinas contra varíola, sarampo e varicela (Varilrix e Priorix-Tetra) sem conhecimento e autorização dos pais . Além disso, o vice-chefe da clínica privada da cidade onde foi testada a vacina, recebeu da empresa farmacêutica 50 mil dólares por ter autorizado a vacinação das crianças.

O Tribunal de Volgogrado proibiu a realização de testes médicos.

Lídia Sergueeva, porta-voz da Administração do Distrito de Volgogrado, declarou à rádio Eco de Moscovo que, em conformidade com o contrato assinado, na experiência deviam ter participado apenas crianças saudáveis, mas quase 80% tinham problemas de saúde.

Além disso, Lídia Sergueeva afirmou que o teste da vacina foi realizado numa clínica privada, o que é ilegal. «A legislação russa sobre a saúde autoriza a realização de estudos clínicos só e apenas em instituições estatais ou municipais do sistema de saúde», disse a porta-voz.

Nikolai Gerassimenko, deputado da Duma (Câmara Baixa) do Parlamento russo, já considerou o teste um «crime», sublinhando que «a lei russa proíbe a realização de experiências médicas em pessoas com idade inferior a 18 anos». Todas as crianças que foram vacinadas estão sob o controlo permanente dos médicos que permanecerá 10 anos.

Entretanto, o porta-voz da Glaxo Smith Klein, Alexei Brevnov, informou que a empresa recorreu para a instância judicial superior, frisando que os testes foram feitos segundo a lei e que «os pais assinaram um documento».

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