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2006 – O Ano Revisto

30.12.2006
 
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2006 – O Ano Revisto

Vamos dar um olhar sobre os principais eventos deste ano, em que mais uma vez o unilateralismo nas relações internacionais seguido pelo Eixo de Washington cria desastres e crises que vão de mau a pior. No Continente africano, de louvar, o processo na RD Congo e de lamentar, a continuação da violência em Darfur, Chade e RCA. Mas houve vitórias claras: as forças da razão provaram indiscutivelmente que só por diálogo se chega a qualquer lado, as forças do Eixo de Maldade estão cada vez mais humilhadas. 2006 foi também uma grande vitória para a condição da mulher.

Janeiro

A primeira Presidente no continente africano – Ellen Johnson-Sirleaf – tomou posse na Libéria no dia 16 enquanto na Bolívia, Evo Morales se tornou o primeiro Presidente indígena deste país e Hamas venceu facil e democraticamente as eleições na Palestina, que causou tamanho dor de cabeça para aqueles países que gostam de pregar, mas nem sempre praticar, a democracia.


Dois atentados no Irão, contra o Comandante da Guarda Revolucionária, Ahmad Kazemi, que morreu num estranho desastre de avião (dia 9) e contra Presidente Ahmadinejad, em Ahvaz, dia 24, tentativa que falhou. Estranho começo do ano.

Em Paquistão, um ataque dos EUA (com suas sofisticadas armas de precisão) massacrou 18 pessoas na aldeia de Damadola e em Tel Aviv, um bombista suicida começou as atrocidades da parte a parte este ano, causando 32 feridos.

Também em Janeiro eclodiu a controvérsia sobre os desenhos de Maomé, uma infantilidade desnecessária e de mau gosto numa altura delicada que precisava da construção de pontes e não insultos.

Fevereiro

Reunião dos Ministros de Finanças dos G8 em Moscovo, no ano em que a Federação Russa presidiu este organismo. Hamas foi convidado por Moscovo para discussões e em Jamaica, foi eleita pela primeira vez uma Primeira-ministra, Portia Simpson-Miller.

O Parlamento Europeu e a ONU declararam que o campo de concentração de Guantanamo, mantido pelos Estados Unidos da América, é ilegal. Uma conversa telefónica entre o Presidente norte-americano Bush e o Primeiro-ministro britânico Blair em 2003 foi revelada num memorando, em que concordaram atacar o Iraque com o sem a autorização da ONU e Bush considerou provocar um acto de guerra com um avião Lockheed-U2 com marcações falsas. Afinal, os norte-americanos acabaram por optar pelo relatório “sexy” da Inteligência britânica, nomeadamente uma tese com 19 anos, copiada e colada da Internet.

Março

Massacre zionista em Gaza, seis crianças chacinadas com equipamento militar e no Iraque, 11 civis massacrados pelas forças dos EUA.

Em Moscovo, Sergei Lavrov tenta empurrar o Hamas para uma posição política e reitera a necessidade de uma solução negociada, pacífica e política à crise no Médio Oriente. Presidente Lukashenko venceu a eleição em Belarus com 82,6 por cento do voto e Viktor Yanukovich venceu a eleição parlamentar na Ucrânia.

Slobodan Milosevic morreu misteriosamente na Haia depois de ter sido raptado ilegalmente e preso contra qualquer norma da lei internacional por forças da OTAN.

Em Chile, Michele Bachelet se torna a primeira Presidente feminina neste país.

Abril

Marcos Pontes, cosmonauta brasileiro, chega à ISS, a bordo de um navio russo. Rússia levou o Brasil para a época espacial. Com muito carinho e muito prazer.

Na Hungria, vence o Partido Socialista a eleição parlamentar e Berlusconi (direita) perdeu na Itália a Romano Prodi (esquerda) num mês em que Presidente Ahmadinejad anunciou que seu país conseguiu enriquecer o urânio com sucesso. Começou a crise no Nepal.

Maio

Um novo Primeiro-ministro foi nomeado em Nepal – Girija Prasad Koirala, que pôs fim à grave crise social e aos poderes executivos do Rei.

Evo Morales nacionalizou o sector de gás na Bolívia.

A Comissão da ONU contra a tortura disse aos EUA que Guantanamo é uma violação da lei internacional. Tortura, no terceiro milénio. Nos EUA, o caso de Khaled el-Masri foi fechado por um tribunal em Alexandria, Virgínia, porque poderia provocar graves danos à imagem dos Estados Unidos da América, acusado de reptar e torturar este cidadão sem qualquer motivo. Condoleeza Rice anunciou uma viragem a 180 graus na política externa dos EUA, dixendo que poderia haver negociações com o Irão.

No referendo em Montenegro, os eleitores votaram a favor da separação da Sérvia com 56% do voto.

Álvaro Uribe foi re-eleito na Colômbia, resultado de uma campanha baseada na manipulação do medo. Colômbia, país onde 71 sindicalistas foram assassinados este ano, é assim o último bastião do Bushismo e de subserviência a Washington neste continente, uma espécie de cancro para ser tratado.

Junho

Massacre zionista na praia em Gaza – 7 civis assassinados. Foi negado por Israel mas confirmado por testemunhos oculares e fontes independentes. No meio de tumultos em Timor-Leste, Presidente Xanana Gusmão pede e recebe a demissão de Mari Alkatiri, primeiro-ministro sem qualquer competência para o posto.

Começa a incursão assassina israelita em Gaza, depois do rapto do soldado Gilad Shalit e do lançamento de foguetes no território israelita.

No Iraque, dados oficiais apontam para 6.025 mortos civis desde o início do ano.

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