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Cuba denuncia agressão dos EUA visando desacreditar a «colaboração médica»

30.08.2019
 
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Cuba denuncia agressão dos EUA visando desacreditar a «colaboração médica»

 

Em comunicado, o Ministério cubano dos Negócios Estrangeiros afirma que a nova agressão se junta às «grosseiras pressões exercidas sobre vários governos para dificultar a cooperação cubana».

Numa declaração emitida esta quinta-feira, o governo cubano denunciou a agressão recente dos Estados Unidos contra a maior ilha das Antilhas, afirmando que a Casa Branca, através de um programa da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), destina fundos milionários para «obstaculizar, desacreditar e sabotar» a cooperação médica cubana, reconhecida a nível mundial, levada a cabo em dezenas de países e que beneficia milhões de pessoas.

texto, publicado no portal do Ministério cubano dos Negócios Estrangeiros (Minrex), destaca que esta agressão se vem juntar às «grosseiras pressões exercidas sobre vários governos para dificultar a cooperação cubana», bem como a «esforços anteriores com igual propósito, como o programa especial de "parole", destinado ao roubo de recursos humanos formados em Cuba».

As autoridades cubanas classificaram como «calúnia imoral, sem qualquer fundamento», as alegações de Washington de que o país caribenho incorre no tráfico de pessoas ou na prática da escravidão, bem como as tentativas de denegrir o trabalho levado a cabo por centenas de milhares de médicos e técnicos de saúde cubanos em vários países, sobretudo no chamado Terceiro Mundo.

O comunicado, que «denuncia e condena energicamente» esta nova agressão, diz que se trata de uma «injúria contra os programas bilaterais e intergovernamentais de cooperação, todos legitimamente estabelecidos entre o governo cubano e governos de dezenas de países».

Intercâmbio justo e legítimo no âmbito da cooperação Sul-Sul

Tais programas de colaboração estão de acordo com as linhas estabelecidas pelas Nações Unidas sobre a cooperação Sul-Sul e respondem aos requisitos de saúde que os governos de cada país definem soberanamente, afirma o texto, sublinhando que o «esforço solidário» foi reconhecido internacionalmente e elogiado pelas Nações Unidas, a Organização Mundial da Saúde e a Organização Panamericana da Saúde.

As autoridades cubanas defendem que se trata de um «intercâmbio inteiramente justo e legítimo entre países em vias de desenvolvimento», muitos dos quais carecem dos recursos humanos e da capacidade técnica na área da saúde que Cuba conseguiu gerar nas últimas décadas.

Destacando que os médicos e técnicos de saúde cubanos que participam nos programas de cooperação «o fazem de forma absolutamente livre e voluntária», as autoridades da Ilha explicam que, durante o cumprimento da sua missão, continuam a receber o seu salário na íntegra em Cuba e recebem ainda um estipêndio no país de destino, bem como outras formas de compensação.

Sobre as mentiras vertidas contra o país caribenho, o Ministério afirma que «são reveladoras do nível moral da administração dos Estados Unidos e dos políticos que se dedicam ao negócio da agressão a Cuba», acrescentando que a campanha orquestrada conta com «fundos milionários e a cumplicidade de alguns dos grandes meios de comunicação e, em particular, de repórteres sem escrúpulos».

Cuba na «lista negra» dos EUA ou uma guerra permanente

Recorde-se que, em Junho último, o Departamento de Estado norte-americano incluiu Cuba na «lista negra» do tráfico humano, por considerar que o país caribenho «não cumpre completamente com os padrões mínimos para a eliminação do tráfico de pessoas e não faz esforços significativos com esse fim».

Então, o Ministério cubano dos Negócios Estrangeiros denunciou que o relatório é «unilateral», não possuindo «legitimidade ou qualquer reconhecimento internacional», na medida em que os seus propósitos são «claramente políticos e manipuladores», uma «arma de pressão contra outros estados».

As autoridades cubanas classificaram o relatório apresentado pelos EUA como «calunioso», por se afastar do «verdadeiro desempenho» da Ilha no que se refere ao combate do tráfico humano e revelar o desconhecimento, por parte da administração de Donald Trump, do trabalho que Cuba desenvolve ao nível da prevenção e da resposta ao tráfico de pessoas, bem como a política de «tolerância zero» vigente na maior ilha das Antilhas face a esse flagelo.

O Ministério cubano - que lembrou que os EUA são um dos países com maiores problemas de tráfico de menores e mulheres -, destacou que o relatório emitido pelo Departamento de Estado ataca também a cooperação médica internacional de Cuba, visando «difamar a legítima cooperação Sul-Sul que os países em desenvolvimento praticam e da qual o país caribenho faz parte e se orgulha».

Neste sentido, o texto do Minrex em resposta à agressão de Junho valorizou o trabalho de milhares de profissionais cubanos ao longo de quase seis décadas, que salvaram ou ajudaram a salvar as vidas de milhões de pessoas, em mais de 160 países.

Ontem, as autoridade cubanas afirmaram: «O acesso à saúde é um direito humano e os Estados Unidos cometem um crime ao pretender negá-lo ou dificultá-lo por questões políticas ou de agressão.»

https://www.abrilabril.pt/internacional/cuba-denuncia-agressao-dos-eua-visando-desacreditar-colaboracao-medica

 


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