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A UNICEF diz que 180.000 crianças são desnutridas na Somália

30.07.2008
 
A UNICEF diz que 180.000 crianças são desnutridas na Somália

Cerca de 180.000 crianças na Somália estão bem subnutridas, com 25.000 gravemente desnutridas, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que tem alargado a sua operação de alimentação operação para chegar a mais de 50.000 crianças com idade inferior a cinco anos.

Um novo estudo realizado pela Unidade de Análise de Segurança Alimentar constatou que na Somália houve um aumento de 11 por cento na desnutrição nosúltimos seis meses.

"Até agora temos tido a sorte de sermos fortemente apoiados pelos nossos doadores. Contudo, com o recente aumento de taxas de desnutrição e a necessidade de acelerar a assistência humanitária, são necessários mais fundos para nós e para continuar aexpandir nossos programas efetivamente ", disse Christian Balslev-Olesen, Representante da UNICEF para a Somália.

UNICEF e os seus parceiros completaram apenas uma segunda fase do seu Programa de alimentação, que envolve a distribuição de alimentos complementares-UNIMIX, ricos em vitaminas e minerais, a 54.000 crianças com menos que cinco anos, residindo em campos para pessoas deslocadas internamente (PDI).

A concentração das PDI nas áreas na periferia da cidade capital, Mogadíscio, estão entre as mais expostas ao risco de desnutrição, de acordo com a UNICEF. O prolongado conflito civil e a insegurança em Mogadíscio e nas áreas adjacentes tem conduzido a um afluxo destas pessoas em assentamentos temporários em todo o país.

Afgoye é um dos maiores assentamentos com uma população deslocada superior a 300.000 pessoas. As análises indicam que a situação em nutrição em Afgoye é crítica, ainda mais complicada pelo facto de ter o acesso limitado devido à situação de insegurança.

Partes do Norte da Somália estão também gravemente afectadas pela deterioração nas condições nutricionais, agravada pela subida em flecha dos preços dos alimentos e da desvalorização da Shilling somali. Os pobres urbanos e deslocados são as populações mais vulneráveis, com milhares de famílias afectadas pelo conflito a serem forçados a procurarem refúgio temporário, no norte do país.

Fonte: ONU

Djibril MUSSA


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