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Paramaribo, entre o passado e a modernidade

29.10.2013
 
Paramaribo, entre o passado e a modernidade. 19093.jpeg

Havana (Prensa Latina) Antigo enclave comercial holandês, Paramaribo, capital do Suriname, é uma cidade onde se misturam a história com a modernidade, e onde o ambiente tranquilo e distendido contrasta com o bulício e a voragem das grandes cidades do mundo.

Essa cidade, com 250 mil habitantes, concentra quase a metade da população do país, localizado no nordeste da América do Sul e com fronteiras com a Guiana, Brasil e a Guiana Francesa.


Da mesma forma que o resto da nação, Paramaribo é pouco conhecida fora da região caribenha, com a qual mantém fortes vínculos históricos, políticos e econômicos.


Fundada pelos holandeses em 1603, a então população foi conquistada pelos britânicos em 1630, que a perderam 37 anos depois.


Os Países Baixos mantiveram a colônia até 1799 e depois recuperaram-na em 1815 até sua independência em 1975.


Para um visitante salta à vista a alta cifra de construções coloniais de madeira, desde moradias e igrejas até comércios e sedes de instituições governamentais, nas quais predomina o branco.


Muitas delas são retangulares e simétricas, com tetos vermelhos inclinados e subestruturas de tijolo.


Os edifícios públicos mais importantes, como o Palácio Presidencial e o Ministério de Fazenda, foram construídos em pedra e tijolo de estilo tradicional holandês mas incorporam elementos nativos, o que lhes dá um toque característico. As amplas ruas e os espaços públicos abertos e cheios de árvores oferecem ao viajante a impressão de uma paisagem urbana tranquila e prazenteira.


Em 2002 a UNESCO declarou-a Patrimônio da Humanidade ao assinalar que é um exemplo excepcional da fusão gradual da arquitetura europeia e as técnicas de construção com materiais e artesanato local.


Precisamente, no final do século XVII seu governador e coproprietário Van Sommelsdijck apresentou o primeiro planejamento e expansão do então povo.


Nessa época foram erigidos para sua proteção os fortes Zelanda, em 1667, sobre um promontório na orla esquerda do rio Suriname, e Amsterdã. Ambos se conservam na atualidade.


Seu centro é a Praça da Independência, onde está localizado o Palácio presidencial e a Assembleia Nacional (Parlamento), ambas edificações com uma clara influência de sua antiga metrópole. Paramaribo descansa nas orlas do rio do mesmo nome e a 15 quilômetros da costa.


Entre seus principais atrativos destaca a ponte Jules Wijdenbosch, inaugurado em maio de 2000, que une a cidade com o subúrbio de Meerzorg, no distrito Commewijne.


Com seus mais de 1.500 metros, a também chamada Ponte do Suriname é uma das principais vias de comunicação do país.


Também sobressaem a Universidade, fundada em 1968, o Museu de Suriname, que desde 1954 exibe mostras arqueológicas, culturais e históricas do país, e o Centro Cultural.


Com suas duas torres, a catedral católica de estilo neogótico de São Pedro e São Pablo, aberta em 1885, é considerada um dos maiores edifícios de madeira do hemisfério.
Ao sul da cidade estão localizadas as ruínas da primeira sinagoga judia desta região, que foi erigida em 1639.


Junto a estas construções se erigem outras mais modernas que se mesclam e realçam os contraste.


Grande parte de sua vida econômica se desenvolve na avenida Waterkranz, onde se localiza o mercado maior e numerosos shoppings, bem como restaurantes e hotéis.


Na cidade, como no resto do país, se mesclam as culturas asiáticas: indiana, chinesa e de Java, bem como a africana, as europeias, em especial holandesa e britânica, e dos povos aborígenes.


A origem desta diversidade remonta-se ao período colonial, quando dezenas de milhares de escravos africanos foram obrigados a trabalhar nas grandes plantações de cana de açúcar dos colonos europeus.


Para substituir os africanos entre finais do século XIX e princípios do XX as autoridades trouxeram mais de 70 mil chineses e javaneses, grupo étnico que habita em Indonésia, como mão de obra barata e de fácil exploração.


Uma prova dessa variedade são os edifícios religiosos que se levantam por toda a cidade: duas sinagogas, mesquitas, igrejas católica e protestante, e dois templos indianos.


Símbolo da paz religiosa de Suriname são a sinagoga Neve Shalom, que com seu solo de areia recorda o êxodo dos judeus pelo Sinai, e a Mesquita de Keizerstraat, localizadas a escassos metros uma de outra na rua Keizerstraat.


Esta diversidade étnica realça também ao percorrer as ruas de Paramaribo e observar a cultura culinária, a vestimenta e o idioma de seus habitantes.


A economia da cidade descansa na exportação de produtos agrícolas, florestais e mineiros, bem como do comércio e do turismo.


O aeroporto Internacional Johan Adolf Pengel, a 45 quilômetros ao sul da cidade, é a principal via de comunicação de Paramaribo com o mundo, enquanto o Zorg en Hoop encarrega-se dos voos nacionais e regionais.
 
Prensa Latina
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=a0f92eb7964639eff4effce7901714bc&cod=12649


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