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Século 21 será marcado por economia asiática

28.04.2008
 
Século 21 será marcado por economia asiática

“O Século 21 é asiático.” A afirmação da embaixadora Regina Dunlop, do Ministério das Relações Exteriores, revela a importância que a aproximação com a China, Índia e outros países asiáticos tem para o Brasil. China e Índia são as nações abordadas no oitavo tema da série Política Externa, tratado pelo Em Questão.


Brasil, Índia e China compõem, juntamente com a Rússia, um bloco de países conhecido por Bric que, na última década, vem aumentado seu peso na economia mundial. Juntas, essas economias superaram, já em 2007, a previsão de que em 2010 seriam responsáveis por 10% do produto mundial. Em razão disso, acordos e parcerias com esses países são fundamentais, mas, de acordo com a embaixadora, elas não podem se limitar apenas aos países que compõem a sigla.


É preciso “prestar atenção” na potencialidade de outros países asiáticos, como Coréia e Vietnã, por exemplo. “Os coreanos já vêm investindo no Brasil em setores como o de automóveis e indústria naval e demonstram interesse por outras áreas como o de trens de alta velocidade”, diz a embaixadora. Já o Vietnã destaca-se por ter sido o segundo país que mais cresceu na Ásia (7%) em 2007, perdendo apenas para a China. Todos eles desenvolveram suas economias aproveitando brechas de negócios deixadas pela China, que cresce, há 28 anos, a uma taxa anual de cerca de 10%. “A China faz um esforço de desenvolvimento louvável e é interessante também para o Brasil que ela continue a se desenvolver”, avalia a embaixadora.


Parcerias – Para Dunlop, os brasileiros têm muito a aprender com os asiáticos, mas também a ensinar. A embaixadora menciona, como exemplo, o conhecimento brasileiro na exploração de petróleo em águas profundas e a experiência na implementação de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.


Em 2004, a China se tornou o segundo principal parceiro comercial do Brasil e os dois países assinaram acordos em diversas áreas, como saúde, esportes, segurança sanitária e fitossanitária. Outro destaque de parceria é o programa de cooperação no lançamento de satélites: três já foram lançados. “Graças ao programa, o Brasil deixou de ser comprador de imagens para monitoramento de desmatamento e ocupação de terras”, diz a embaixadora.


A aproximação com a Índia também se intensificou nos últimos cinco anos. Em 2003, foi criado o Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (IBAS), mecanismo de concertação política sobre grandes temas da agenda internacional. E, na relação bilateral, o Brasil e a Índia têm acordos na área de pós-graduação, pesquisa, educação profissional e cursos de educação à distância. Além disso, de acordo com a embaixadora, as possibilidades de acordos com os indianos na área energética são promissoras.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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