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China provocou pânico nas bolças mundiais

28.02.2007
 
China provocou pânico nas bolças mundiais


A maior queda da década de 8,8% ( US$ 140 bilhões perdidos) das ações na China provocou ontem (27) uma pânica em outras bolsas. Durante o dia, o mau-humor se espalhou para o resto do mundo. Nenhuma bolsa escapou.

 Na Europa, ações de mercados como Alemanha e Reino Unido tiveram o pior dia em quase quatro anos. O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações européias, encerrou em queda de 2,8% - também o menor nível desde 11 de janeiro, apagando quase dois terços de seus ganhos desde o início do ano. Nos Estados Unidos, a bolsa de Nova York registrou sua maior queda também desde setembro de 2001. O índice Dow Jones caiu 3,29%. A perda de valor foi de US$ 600 bilhões. No Brasil, a Bovespa caiu 6,6%. Na Rússia o RTS - 3.3 %.


A queda nos índices do mercado chinês teve como principal motivo o anúncio do governo de que vai aumentar a fiscalização no mercado acionário do país. "Segundo o governo, existe muita fraude. Os agentes do mercado usam recursos para inflar os números do mercado, fala-se até em alteração em balanços de empresa", diz Kelly Trentini, analista da corretora SLW. "Essa tentativa de moralizar o segmento assusta os mercados agora, mas pode até ser bom no longo prazo". A China Vanke Co., a maior construtora e incorporadora do paíss, e a China United Telecommunications Corp. estavam entre as ações que alcançaram o limite diário de queda.

 
“Este é o primeiro dia em que os pessimistas do índice venceram”, disse Liu Yang, que supervisiona o fundo para a China da Atlantis Investment Management (H.K.) Ltd., com US$ 421 milhões em ativos. “Para mim, é muito simples: após retornos muito bons, o mercado quer apenas tirar uma folga, recorrendo a qualquer desculpa para vender”.

A bolsa de Xangai abriu em queda o pregão da quarta-feira (28), mas voltou a subir minutos depois de iniciar o pregão. Depois de amargar o maior declínio da década na terça-feira, a bolsa chinesa começou os negócios com baixa de 1,35%. Às 23h22 (horário de Brasília), no entanto, o índice Xangai Composite já subia 1,35%.

As bolsas da Austrália, Nova Zelândia e do Japão, as primeiras do mercado asiático a abrirem o pregão, também iniciaram em queda. O índice da bolsa australiana caía 3,4% nas primeiras horas. Na Nova Zelândia, 2,62%. E no Japão, 3,71%. Às 21h39, o principal índice da bolsa de Seul se desvalorizava 3,36%.A Bolsa de Hong Kong abriu em queda de 3,58%.


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