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Paraguaios são contra proporcionalidade no Parlamento do Mercosul

27.10.2008
 
Paraguaios são contra proporcionalidade no Parlamento do Mercosul

Os representantes do Paraguai na Comissão Diretora do Parlamento do Mercosul manifestaram, ontem, em Montevidéu (Uruguai), sua posição contrária à proposta de proporcionalidade de parlamentares no órgão de acordo com a população de cada integrante do bloco. Por isso, pediram a suspensão da reunião, para que pudessem analisar melhor o assunto.

Os parlamentares paraguaios deverão reunir-se na sexta-feira (24) com o vice-presidente daquele país, Federico Franco, para discutir a proposta, que já tem o apoio do Brasil, da Argentina e do Uruguai. a Comissão Diretora do Parlamento do Mercosul volta a reunir-se em 4 de novembro, em Montevidéu.

O presidente do Parlamento do Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), defendeu o critério da proporcionalidade. “Precisamos ter a proporcionalidade, porque, sem ela, o povo do Mercosul não estará representado. O Parlamento não é uma instituição para representar os países, mas sim o povo, que só será representado se países com população maior tiverem um maior número de parlamentares”, destacou.

Atualmente, cada um dos quatro integrantes permanentes do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - conta com 18 representantes no Parlamento do Mercosul. A Venezuela, que está em processo de adesão, tem 9 parlamentares.

Se for adotado o critério da proporcionalidade o Brasil ficará com 75 cadeiras; a Argentina com 33; e o Paraguai e o Uruguai com 18 cada um. Caso a Venezuela passe a integrar o bloco formalmente, o país poderá ter direito a 27 cadeiras.

Quanto à entrada da Venezuela no Mercosul, Dr. Rosinha afirmou que falta apenas a votação da proposta pelo Plenário da Câmara. A adesão da Venezuela já recebeu parecer favorável das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
(*) Fonte: Jornal da Câmara.

Por Karla Alessandra


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