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Falluja é mais grave que Hiroshima

27.09.2010
 
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Falluja é mais grave que Hiroshima

Layla Anwar

Fonte: ODiario.info | Tradução de José Pedro Ribeiro

Esta informação é demasiado importante para ser somente anotada… e este é apenas um comentário apressado.

Acabei de assistir a uma reposição da Arabic-interview, da Al-Jazeera, conduzida por Ahmad Mansour com o Professor Chris Busby. O Professor Busby é Cientista e Director da Green Audit, e conselheiro científico do Comité Europeu para os Riscos de Radiação. Para saber mais sobre o Professor Busby e o seu trabalho pode procurar no Google: Chris Busby Uranium.

O Professor Busby publicou vários artigos sobre radiação, urânio e contaminação em países como o Líbano, Kosovo, Gaza e, claro, Iraque.

Falar-vos-ei das suas recentes descobertas, que eram o tema do programa emitido pela Al-Jazeera. Como alguns de vocês saberão, Falluja é uma cidade proibida. Foi sujeita a intensos bombardeamentos em 2004, com bombas DU e fósforo branco, e depois disso transformou-se numa zona interdita - o que significa que tanto as autoridades-fantoche como as forças invasoras e ocupantes norte-americanas não permitem que se conduza nenhum estudo em Falluja. Falluja está cercada. Evidentemente que tanto os norte-americanos como os iraquianos sabem de alguma coisa que escondem do público.

E é aqui que entra o Professor C. Busby. Determinado em ir até ao fundo do que aconteceu em Falluja em 2004. Sendo um cientista de renome na sua área, conduziu pesquisas e exames em Falluja cujos resultados preliminares serão publicados nas próximas semanas – assim esperamos. O Professor Busby encontrou bastantes obstáculos enquanto desenvolvia o seu projecto. Nem ele nem nenhum membro da sua equipa foram autorizados a entrar em Falluja para realizar entrevistas. Logo, na sua opinião, quando a porta principal se fecha, torna-se necessário encontrar outras portas para abrir. E foi o que fez. Conseguiu reunir uma equipa de iraquianos de Falluja para conduzir os exames por ele. A pesquisa baseou-se em 721 famílias de Falluja, num total de 4.500 participantes - vivendo em zonas com diferentes níveis de radiação. Os resultados foram comparados com um grupo padrão - um exemplo do mesmo número de famílias vivendo numa zona não-radioactiva noutro país árabe. Para esse efeito comparativo, escolheu três outros países - Kuwait, Egipto e Jordânia.

Antes de avançarmos para os resultados preliminares, devo salientar o seguinte:

• As autoridades iraquianas ameaçaram todos os envolvidos na pesquisa, de prisão e detenção, caso cooperassem com os “terroristas” que os estavam a entrevistar. Por outras palavras, foram ameaçados na alçada da lei anti-terrorista.


• As forças norte-americanas proibiram o Professor Busby de obter quaisquer dados, argumentando que Falluja é uma zona insurgente.

Os médicos de Falluja recusaram o pedido para prestarem declarações que seriam transmitidas em directo para o programa de Ahmad Mansour, já que receberam inúmeras ameaças de morte e temem pelas suas vidas.Noutras palavras, este estudo foi conduzido em condições extremamente difíceis. Mas foi conduzido.

Como o programa ainda não foi carregado no youtube, não posso proporcionar uma transcrição oral absolutamente exacta. Mas tomei breves notas e memorizei o necessário. Farei o possível para apresentar todos os factos a que hoje assisti. E então o que é que os EUA e os seus fantoches iraquianos não querem que o público saiba? E porque é que não autorizam quaisquer medições dos níveis de radiação em Falluja, e porque é que proíbem até a AIEA de entrar na cidade? Que é que aconteceu em Falluja, exactamente? Que tipos de bombas foram usadas? Somente DU ou outra coisa mais?

• Algo que é bastante curioso em Falluja é a subida dramática das taxas de cancro, num curto espaço de tempo, por exemplo em 2004. Exemplos fornecidos pelo Professor Busby:

• Taxa de leucemia infantil aumentou 40 vezes desde 2004 em comparação com anos anteriores. Comparada com a Jordânia é 38 vezes maior.

• Taxa de cancro da mama cresceu 10 vezes desde 2004

• Taxa de cancro linfático cresceu também 10 vezes desde 2004.

2) Outra curiosidade em Falluja é o dramático aumento nas taxas de mortalidade infantil. Comparada com dois outros países árabes, como o Kuwait e o Egipto, que não estão contaminados pelas radiações, é este o retrato:

• Mortalidade infantil em Falluja é de 80 crianças por cada 1.000 nascimentos, em comparação com o Kuwait, com 9 crianças por cada 1.000 nascimentos, e com o Egipto, com 19 crianças por cada 1.000 (assim, a taxa de mortalidade infantil no Iraque é 4 vezes maior do que no Egipto e 9 vezes maior que no Kuwait).

3) A terceira particularidade em Falluja é o número de malformações congénitas que explodiram repentinamente desde 2004. Este é um assunto que já abordei no passado. Mas não é toda a verdade, hoje aprendi um pouco mais. A radiação de qualquer dos agentes utilizados pelas forças de “libertação” não só causaram massivas deformações genéticas como também, e não menos importante:

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