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Africom: A expansão do imperialismo

26.09.2007
 
Africom: A expansão do imperialismo

Africom (American African Force), um plano desenvolvido pelo Pentágono de Rumsfeld em 2006, é um plano para colocar uma força militar permanente no continente africano, só que encontrou resistência: depois da África de Norte e África Ocidental ter rejeitado receber a base, agora o SADC recusa ser anfitrião a uma presença militar norte-americana. Africom seria um comando unificado de unidades para combate, dependendo do Departamento de Defesa e foi programado para estar operacional até Setembro de 2008.

Que os Estados Unidos da América são a cara viva do Imperialismo, não pode haver dúvidas. Nos últimos 56 anos, tentou efectuar mudanças ilegais de regime em 50 países e invadiu outros 35, directa ou indirectamente. Por esta razão, os Ministros de Defesa e de Segurança do SADC (Comunidade para Desenvolvimento da África Austral, composto por 15 países, incluindo Angola e Moçambique) decidiram não acolher Africom. Na reunião da Comissão de Defesa e Segurança em Dar-es-Salaam, foi emitido um parecer que “recomendou que as nações irmãs desta região devem não acordar a serem anfitriões ao Africom e especialmente, receber forças armadas dos EUA”.

O Ministro de Defesa da África do Sul explicou: “Há um certo sentido nos países da nossa região que se houvesse um influxo de forças armadas num ou outro país, que isso poderá afectar as relações com os outros e não encorajar um ambiente de segurança”.

A questão permanece, por que razão é que as forças armadas dos EUA querem estabelecer colónias militares pelo mundo fora, e por que razão não ficam no seu próprio país?

Timofei BYELO

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