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Portugal fica no 19º lugar na lista dos países democráticos. Brasil está no 42º

23.11.2006
 
Portugal fica no 19º lugar na lista dos países democráticos. Brasil está no 42º

Cerca da metade dos países do mundo têm regimes que podem ser qualificados de democráticos, mas em apenas 28 há uma democracia plena, segundo a publicação "O Mundo em 2007" do "The Economist".

Os autores do relatório, do Economist Intelligence Unit, afirmam que 54 regimes são "democracias imperfeitas", o que, segundo eles, é melhor que a ausência total de democracia. Dos 85 outros Estados, 30 são considerados "regimes híbridos", enquanto 55 são "autoritários".

O grupo das "democracias plenas" está dominado pelos países desenvolvidos, com a "notável exceção" da Itália; mas há duas nações latino-americanas (Costa Rica e Uruguai) e uma africana: Ilhas Maurício.

A lista é liderada pelos países escandinavos ou do norte da Europa: Suécia (com pontuação 9,88), Islândia, Holanda, Noruega, Dinamarca e Finlândia, seguidos de Luxemburgo, Austrália, Canadá, Suíça e Irlanda, todos eles com pontuações superiores a 9, em uma escala de 0 a 10.

Malta vem em 15º lugar, seguido por Espanha e Estados Unidos, enquanto Portugal está na 19ª posição; Japão e Bélgica compartilham o 20º lugar; e a França vem em 24º, seguida de Costa Rica, ilhas Maurício, Eslovênia e Uruguai, empatados no 27º lugar.

Os autores do estudo qualificam de surpreendente a "modesta posição" que ocupam dois países considerados tradicionalmente bastiões da democracia: os Estados Unidos (pontuação: 8,22) e Grã-Bretanha, que está em 23º com 8,08 pontos.

Nos Estados Unidos, houve uma "grande erosão das liberdades civis" no contexto da guerra contra o terrorismo, e ocorreu algo parecido na Grã-Bretanha, onde se registra "uma forte redução da participação política".

Neste último aspecto, a Grã-Bretanha ocupa o pior lugar entre os países ocidentais, como se reflete em sua baixa participação eleitoral, na débil militância em partidos políticos, na pouca disposição a participar da política e na atitude geral para com a coisa pública.

No grupo seguinte, o de "democracias imperfeitas", estão África do Sul (29º), Chile (30º), Itália (34º), Índia (35º) e Botsuana (36º).

Outros países latino-americanos e do Caribe neste grupo são Brasil (42º), Panamá (44º), Jamaica (45º), Trinidad e Tobago (48º), México (53º), Argentina (54º), Colômbia (67º), Honduras (69º), El Salvador (70º), Paraguai (71º), Guiana (73º), República Dominicana (74º), Peru (75º), Guatemala (77º) e Bolívia (81º).

Novos membros da União Européia e países dispostos a fazer parte do bloco também estão neste grupo, como Eslováquia (41º), Polônia (46º), Bulgária (49º), Romênia (50º).

Os Estados de Israel (47º), Filipinas (63º), Indonésia (65º) e Benin (71º) também são considerados "democracias imperfeitas".

Entre os países de regimes híbridos estão Turquia (88º), Nicarágua (89º), Equador (92º), Venezuela (93º), Rússia (102º), Haiti (109º), Iraque (112º) e vários países africanos: Senegal, Gana, Moçambique, Zâmbia, Libéria, Uganda e Quênia, entre outros.

No grupo de regimes autoritários há apenas um país latino-americano, Cuba (124º), mas muitos islâmicos se encaixam nesta definição, como Paquistão (113º), Jordânia (113º), Marrocos e Egito (115º), Argélia (132º), Irã (139º) e Arábia Saudita (159º).

Outros como China (138º), Guiné Equatorial (156º), Guiné e Guiné-Bissau também têm regimes autoritários, segundo "The Economist".

Segundo "Estadão"


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