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Índia elegeu uma mulher para governar o pais

22.07.2007
 
Índia elegeu uma mulher para governar o pais

  Pela primeira vez na história a  Índia elegeu uma mulher para governar  o pais. Pratibha Patil substitui no cargo o cientista muçulmano Abdul Kalam,  noticia Agência Estado.Porém a vitória tem uma grande carga simbólica para milhões de mulheres, que convivem com ampla discriminação e segue a tradição indiana de dar uma voz às comunidades em desvantagem.

Pratibha Patil
, de 72 anos, ganhou cerca de dois terços dos votos, obtendo o apoio do atual partido no Congresso e de aliados políticos. Sua vitória era esperada. "Esta é uma vitória de princípios, os quais o povo indiano possui", disse durante uma breve conversa com repórteres, que a acompanhavam enquanto comemorava sua vitória junto a seus seguidores.

Patil será empossada no dia 25 de julho, como o 13º presidente da Índia. Kalam, seu antecessor, ocupou o cargo por cinco anos. A lei indiana não permite um segundo mandato. Embora a Índia tenha tido várias mulheres em posições de poder - as mais conhecidas foram Indira Gandhi, eleita para o posto de primeira-ministra em 1966, e sua neta, Sonia Gandhi - a mulher ainda enfrenta forte discriminação no país.

Patil venceu o vice-presidente Bhairon Singh Shekhawat, candidato do partido de oposição Bharatiya Janata, em uma disputa marcada por agressões verbais sem precedentes. Os grupos oponentes criticaram sua nomeação, dizendo que lhe falta estatura para o cargo e que sua única qualificação é uma total fidelidade à família Ghandi. O primeiro-ministro Manmohan Singh e Sonia Gandhi - atual líder do partido no Congresso - estiveram entre os primeiros a visitá-la em casa para cumprimentos por sua vitória.

Patil emergiu no cenário nacional em meio a vários escândalos envolvendo membros de sua família, dois dos quais ainda são investigados pela polícia. Seus comentários antes das eleições, para que as mulheres abandonem a tradição de cobrir a cabeça.

foram denunciados pelos líderes muçulmanos e por historiadores - que entraram numa discussão sobre sua afirmação, de que as mulheres apenas começaram a utilizar o véu na Índia para defenderem-se da invasão muçulmana no século XVI.

A nomeação de Patil para concorrer à presidência surpreendeu a muitos, diante de sua falta de reconhecimento nacional durante as mais de quatro décadas atuando na política. Ela se formou advogada antes de entrar na política, quando tornou-se vereadora em 1962. Patil foi apontada para o cargo de ministra várias vezes pelo governo do Estado de Maharashtra, entre 1962 e 1985. Na década seguinte, participou do Parlamento indiano. Seu mais recente posto foi como governadora do Estado de Rajasthan, no norte da Índia.


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