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Cimeira EUA/U.E. – Palavras levianas

21.06.2006
 
Cimeira EUA/U.E. – Palavras levianas

Na Conferência de Imprensa depois da Cimeira entre os EUA e U.E. em Viena hoje, o Presidente dos Estados Unidos, George Bush, declarou que as actuais acções dos EUA no mundo vêm no rescaldo do 9/11, justificando a chacina de milhares de civis no Iraque por ser necessário para proteger os cidadãos dos EUA.

Pergunta-se, qual era a ameaça proveniente do Iraque? O Iraque tinha Armas de Destruição Massiva? Não. O Al-Qaeda estava no Iraque? Não. Osama bin Laden e Saddam Hussein estavam a planear algum ataque? Não, odiavam-se.

Então como é que o Iraque constituía uma ameaça para os EUA?

E da parte dos europeus, será que os líderes da U.E e dos EUA discutiram a atrocidade e o atentado aos direitos humanos proporcionado pela guerra ilegal no Iraque? Será que alguém levantou a questão da quebra da lei internacional? Da quebra da Carta da ONU? Dos crimes de guerra?

Houve sim uma referência ao campo de concentração de Guantanamo, ao qual Bush declarou que queria fechar o campo e enviar muitos detidos (ilegais) para casa mas que alguns irão aparecer perante tribunais nos EUA.

A Cimeira foi utilizada para enviar ameaças não tão veladas para Pyongyang e Teerão, depois da República Democrática Popular da Coreia ter sido acusado por Washington de preparar o lançamento de um míssil de longo alcance e do Teerão dizer que poderá negociar sob algumas condições.

Para começar, Pyongyang tem dito repetidamente que quer negociar sobre uma série de questões, entre os quais seu direito de testar seu armamento.

Em segundo lugar, Teerão simplesmente reitera seu direito a desenvolver programas pacifica de energia nuclear, que é seu direito sob a lei internacional. Por isso, a exigência de Washington que só vai iniciar negociações depois de Teerão terminar os programas é mais uma vez, contra as normas da lei internacional.

É inaceitável que as Cimeiras sejam utilizadas para largar sentenças levianas, que servem aos interesses propagandísticas de Washington, que tenta legalizar o ilegal, justificar o injustificável e tentar re-escrever o livro negro da História, que é a política externa do regime de Bush.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

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