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Kosovo e o terrorismo diplomático

18.11.2007
 
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Kosovo e o terrorismo diplomático

Qualquer reconhecimento unilateral do Kosovo como um estado independente será uma infracção flagrante de lei internacional, sem qualquer importância ou vinculação legal e constituirá um ato de terrorismo diplomático que golpeia o coração de uma comunidade internacional baseada na regra da lei, com a ONU ao seu centro para gerência de crises.

Hashim Thaçi, o bin Laden dos Balcãs

Hashim Thaçi é o bin Laden dos Balcãs. Este terrorista albanês, ex-líder do ELK – o Exército de Liberação de Kosovo (UÇK – Ushtria Çlirimtare e Kosoves em albanês e KLA - Kosovo Liberation Army, em inglês) gastou anos perpetrando actos assassinos e provocantes de intimidação contra civis, a polícia e forças armadas sérvios, usando escudos humanos quando as autoridades impuseram a ordem social. Um orquestração cuidadosamente encenada de acontecimentos em que vários centenas de terroristas UÇK foram liquidados pelas forças de segurança da Sérvia, levou um Oeste crédulo e ávido para intervir a acreditar na matança de uns 50.000 civis, e o Presidente Clinton, na altura obcecado com os seus genitais e charutos, e desesperado para criar qualquer pretexto para esconder seus actos sórdidos, irresponsáveis, lascivos e depravados no Oval Office, agarrou a ocasião para criar uma acto para dispersar as atenções.

O resto é história. Thaçi e seus compadres foram recebidos em gala no Capitol Hill por políticos norte-americanos que não tinham qualquer conhecimento da história, realidade social e política dos Balcãs e os planos para uma Grande Albânia, algo que 500 anos de história tinham tentado impedir, foram traçados. Ao mesmo tempo, civis albaneses corriam em direcção às linhas sérvias, pedindo protecção contra o UÇK, cujos actos de estupro e redes de prostituição do seu próprio povo eram bem conhecidos.

Como declaramos nesta coluna na altura, a interferência liderada pela OTAN em Kosovo i Metodiha foi um erro desastroso, dando à minoria albanesa (afinal de contas, isto é território sérvio, não albanês) um gosto pela independência que obviamente eles não querem perder. A notar, como a comunicação social ocidental refere sempre à “maioria” albanesa em Kosovo, como se fosse um estado já independente. A população albanesa na República da Sérvia é uma pequena minoria e Kosovo faz parte desta República.

Quem é Hashem Thaçi?

Vestido num terno e com gravata, Thaçi - candidato para eleição como Primeiro-Ministro para o Partise Demokratike te Kosoves (Partido Democrático do Kosovo), uma eleição que ele ganhou (num processo boicotado pela maioria da população sérvia), faz boa figura. Pode enganar Washington (que nunca foi assim tão difícil) mas atrás da fachada está um monstro e qualquer tentativa de legitimar um governo dirigido por ele seria igual a dar aval a actos assassinos e constitui um ato de terrorismo diplomático.

A Chacina de Prizren, convenientemente esquecida pela imprensa ocidental

A Hashem Thaçi, só há uma palavra a endereçar: Prizren. O Massacre de Prizren em 1999? O UÇK, dirigido por Thaçi, atacou violentamente 300 civis sérvios indefesos, incluindo 10 sacerdotes Ortodoxos e o Bispo Artemije no Mosteiro, urinaram em efígies religiosas, esmagaram estátuas, estupraram dezenas de freiras, destruíram a Estátua do Imperador Dusan e chacinou os que tentaram defender-se.

Esta chacina é uma de tantas outras perpetradas por estes terroristas albaneses contra sérvios – em Graça, em Pec, em Racak e mais recentemente, em Agosto de 2003, quando crianças sérvias foram massacradas em Gorazdevac.

Portanto como é que qualquer membro da comunidade internacional pode sentar-se na mesma mesa com Thaçi, quanto mais reconhecê-lo como chefe de governo, desafia a lógica e cospe na cara todas as noções de decência e a regra da lei. Reconhecer esse monstro seria igual a elogiar o Hitler pelo que fez, ou conceder asilo político a bin Laden ou os Assassinos de Beslan.

A questão legal

Um dos papéis fundamentais da Organização das Nações Unidas é proteger e defender as fronteiras internacionais que já foram estabelecidas. O Kosovo jaz dentro de tais fronteiras, no interior da Sérvia. Não é a culpa da Sérvia se mulheres albanesas atravessaram a fronteira para parir e receber benefícios sociais da Jugoslávia. Por isso, dentro do Conselho de Segurança, qualquer reconhecimento de Kosovo como qualquer entidade que não seja uma província da Sérvia – que é, e sempre foi – não tem qualquer legalidade. Quanto a actos unilaterais de reconhecimento como Estado fora do CS da ONU, isto tem tanta fundamento legal como qualquer excêntrico declarar-se Rei da Lua ou montar uma república independente no seu jardim, emitindo passaportes escritos em papel higiénico.

Além do mais, tal colaboração com uma organização terrorista seria a mesma coisa como legitimar as atrocidades de bin Laden e Al Qaeda, a mesma coisa como qualquer potência estrangeira instigar os cidadãos de Aztlan (os Estados do sul dos EUA) a perpetrarem actos de terrorismo numa campanha separatista.

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