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Bush na Europa tenta salvar o Ocidente do colapso

16.06.2008
 
Bush na Europa tenta salvar o Ocidente do colapso

O Presidente George Bush dos Estados Unidos tenta salvar o Ocidente da iminente crise que poderá resultar no aumento de preços das fontes de energia. Com esse objetivo em mente, Bush chegou à capital da Eslovênia, Ljubljana, para discutir os problemas em nível internacional.

George Bush, que já pode ser citado como presidente dos Estados Unidos em final de mandato, chegou numa visita de despedida da Europa para a conferência de cúpula anual Estados Unidos - União Européia em Ljubljana, na Eslovênia. Depois, Bush excursionará por diversos outros países europeus. É difícil acreditar que o Sr. Bush não mais fará o mundo inteiro rir com seus comentários primitivos e sua mistura de Áustria e Austrália para divertimento de todo mundo.

Entretanto, a iminente saída de Bush não é o aspecto mais importante, a despeito do fato de que esse político deflagrou duas guerras, no Afeganistão e no Iraque. Nem é preciso dizer que o atual presidente dos Estados Unidos é apenas uma figura claudicante.

 Suas influência e imagem nos Estados continuam a declinar. O mundo está à espera do testamento político de Bush no futuro. Pouco importa se será o russófobo John McCain ou o Democrata Barack Obama quem assumirá o cargo depois das eleições de novembro de 2008, a orientação política da Casa Branca provavelmente não mudará muito em função disso.

Os Democratas resolveram colocar mais lenha fuel na fogueira da renúncia de Bush e aventuraram-se a impeach o presidente. Não é segredo que o QI de George Bush não é maior do que o de um gorila. Entretanto, os Democratas são comparáveis a Bush em sua intenção de derrubarem Bush pouco antes de ele se aposentar.

Os Estados Unidos têm uma senhora lista de problemas internacionais a resolver. As questões principais incluem Afeganistão, Iraque, o Oriente Médio, a segurança energética e as relações com a Rússia.

Quanto ao problema afegão, os membros da OTAN diferem em suas abordagens da questão. O Canadá, por exemplo, já manifestou a intenção de retirar seu contingente do Afeganistão caso França e Alemanha não proporcionem assistência. Se o Canadá decidir retirar-se do Afeganistão, outros países seguirão o exemplo. As tropas dos Estados Unidos poderão ver-se sozinhas naquele país dilacerado pela guerra.

Bush precisa preservar a coalizão da OTAN no Afeganistão, embora se trate, obviamente, de objetivo difícil de alcançar. A administração dos Estados Unidos terá que convencer a Alemanha e a França a oferecerem mais soldados em sacrifício em nome da enervante guerra contra o terrorismo. Mesmo se o Presidente francês Nicolas Sarkozy concordar em mandar 700 militares para o inferno afegão, eles não terão condições de modificar a infeliz situação das tropas ocidentais em sua luta contra os guerrilheiros afegãos.

O Irã tornou-se, recentemente, mais outra fonte de dor de cabeça para os Estados Unidos. Aquele país não tem a intenção de encerrar seu programa nuclear, cospe abertamente no rosto do Ocidente e ameaça varrer Israel do mapa. Mesmo se Teerã agir desafiadoramente, não há abordagem homogênea em relação àquela nação na comunidade internacional. Parece que só Inglaterra e França estão dispostas a apoiar os Estados Unidos nos esforços destes.

Quanto às relações com a Rússia, os Estados Unidos e a União Européia estão preocupados com o hábito da Rússia de usar recursos energéticos como forma de pressão política e econômica contra os estados vizinhos. Esse problema continua a tornar-se cada vez mais sério à medida que os preços dos recursos energéticos continuam a subir e a Europa torna-se mais dependente do petróleo e, especialmente, do gás natural natural gas da Rússia.

A Rússia tem também muitos motivos para exprobrar o Ocidente. Entre eles, a expansão da OTAN, o espraiamento do sistema de defesa de mísseis dos Estados Unidos na Europa, o reconhecimento da independência do Kosovo. Todas essas reclamações dividem a unidade ocidental. Muitos membros da OTAN que têm seus próprios problemas nacionais não se açodam em reconhecer o Kosovo. Os principais atores da OTAN na Europa – Alemanha e França – posicionam-se contra a aspiração dos Estados Unidos de incluir a Geórgia e a Ucrânia na aliança.

Portanto, o presidente dos Estados Unidos tem um senhor abacaxi para descascar antes de terminar o mandato. Precisa unir os países europeus em sua atitude em relação à Rússia. Bush terá encontros pessoais com os líderes dos principais países da Europa – Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e França.

É digno de nota que foi a conferência de cúpula da União Européia em Ljubljana que assentou os alicerces para a melhora das relações Estados Unidos - Rússia em 2001.

 Serguei Balmasov, Pravda.ru

 Tradução :  Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme
morpleme@gmail.com


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