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Assembléia Geral da ONU rejeitou a proposta da GUAM

14.09.2006
 
Assembléia Geral da ONU rejeitou a proposta da GUAM

Ontem a Assembléia Geral da ONU rejeitou a proposta dos países participantes da GUAM, cujas iniciais formam precisamente o nome da organização (Geórgia, Ucrânia, Azerbaidjão e Moldávia), de colocar na ordem do dia da sessão que se iniciou, o ponto sobre os conflitos congelados.

Os dirigentes dos países-membros da GUAM voltaram a pôr em causa a capacidade da Comunidade de Estados Independentes, organização que reúne 12 das 15 antigas repúblicas soviéticas e onde a influência russa é dominante, de resolver problemas tão graves da região como os conflitos fronteiriços e o separatismo. A Moldávia defronta o problema do separatismo na Transdniestria; a Geórgia na Ossétia do Sul e Abkházia; o Azerbaijão em Nagorno-Karabakh.

 
GUAM  tenta encontrar vias de travar a desintegração territorial desses países e anular a influência russa. Neste sentido, o resultado do referendo no Montenegro  provoca fortes preocupações nos dirigentes dos países da GUAM.

 
Por exemplo, Serguei Bagapch, Presidente da autoproclamada república da Abkházia, defende que os abkhazes têm o direito, tal como os montenegrinos, de fazer um referendo para votar a separação deste território da Geórgia.

  
 Em 17 de Setembro na Transdniestria (em russo Pridnestrovie) realizar-se-á o referendo sobre  a possibilidade de «seguir o objectivo do reconhecimento internacional da Transdniestria e da sua livre e consequente incorporação na Federação da Rússia» .

 A ir para a frente, este referendo, abrirá um precedente para todas as regiões separatistas das antigas repúblicas soviéticas independentes desde a implosão do comunismo, há 15 anos.


 O presidente Putin esgrime o argumento do recente referendo que ditou a independência do Montenegro em relação à Sérvia, desfazendo o último resquício da antiga República Federativa da Jugoslávia.

 Ao comentar  a proposta de GUAM à ONU, o porta-voz do  Ministério dos Negócios  Extrangeiros , Mikhail Kamynin,  declarou hoje que  Moscou  é contra a participação da Assembléia geral da ONU na solução dos conflitos no espaço pós-soviético.

 Segundo ele na Rússia consideram contraproducente as tentativas de desmontar os mecanismos existentes de solução dos conflitos de Nagorni-Karabakh, georgio-abkhaze, geórgio-sul-océtio e de Transdniestria ( Pridnestrovie).

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