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Alba se enfrenta a Washington

12.09.2008
 
Alba se enfrenta a Washington

Os países líderes do bloco político militar “Alba” ( Venezuela, Cuba, Bolívia , Nicarágua, Haití , Dominica e Honduras) , se enfrentam frontalmente a Washington. Rompem as relações diplomáticas e ameaçam suspender a venda do petróleo.

O presidente da Venezuela , Hugo Chávez, anunciou esta quinta-feira (11) a expulsão do embaixador dos Estados Unidos na Venezuela Patrick Duddy, em solidariedade com o Governo e povo da Bolívia. Em um encontro com o candidato à Governação de Carabobo pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) , Mario Silva em Puerto de Cabello, o chefe do Estado venezuelano anunciou que começa a estudar as relações diplomáticas com o Governo dos Estados Unidos , ao tempo que indicou que o embaixador norte-americano em Caracas tem 72 horas para sair do pais.

Informou ter ordenado ao Chanceler Nicolas Maduro solicitar o regresso de nosso embaixador em Washington, Bernardo Álvarez, “antes de que o enchem daí... Quando haja um novo governo nos Estados Unidos mandaremos um embaixador .

Um governo que respeite os povos da América, América de Simon Bolivar”, disse. O presidente Chávez responsabilizou o Governo dos EUA ‘de estar detrás de todas as conspirações contra nossos povos” e advertiu que “defenderemos a unidade de nossos povos até as últimas consequências”. Chávez ameaçou suspender o fornecimento de petróleo aos EUA (15 % em exportação do país), se algum país latino-americano fosse alvo da agressão norte-americana.

O Governo da Bolívia tomou a decisão de expulsar o embaixador norte-americano Philip Goldberg de La Paz por sua participação em reuniões com perfeitos da oposição responsáveis por onda de violência na Bolívia. Em resposta a esta decisão , Washington anunciou a expulsão do embaixador da Bolívia nos EUA.

Segundo o assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, o colaborador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje (11) houveram consultas entre vários governos da região e existe consenso no sentido de que serão aplicadas "medidas diplomáticas" caso se tente um golpe de Estado, como denunciou o Governo boliviano.

Brasil e outros países da América do Sul "não tolerarão uma ruptura da ordem democrática" na Bolívia, disse Garcia. Ele explicou em coletiva de imprensa que Lula conversou hoje por telefone com os presidentes da Bolívia, Evo Morales, da Venezuela, Hugo Chávez, da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e do Chile, Michelle Bachelet, e que todos concordaram em expressar sua preocupação com a situação.


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