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Turquemenistão: Os candidatos são seis mas o eleito já é conhecido

12.02.2007
 
Turquemenistão: Os candidatos são seis mas o eleito já é conhecido

As primeiras eleições na história do Turquemenistão com a participação de vários candidatos, foram realizadas neste domingo depois da morte inesperada de Saparmurat Niazov, que governou o pais com poderes ditatoriais durante 21 anos. Os candidatos são seis mas  o eleito já é conhecido.  É Gurbanguli Berdimukhammedov o atual dirigente interino do Turqueministão.

As eleições extraordinárias decorreram num clima de calma e com uma participação massiva dos cidadãos, segundo as autoridades daquele país da Ásia Central.

A Comissão Eleitoral Central (CEC) anunciou hoje (12) que acorreram às urnas mais de 95 por cento dos eleitores inscritos, número calculado em pouco mais de 2, 6 milhões.

Berdimukhammedov, 49 anos, era um dos homens mais próximos do Presidente Niazov, que faleceu no passado mês de Dezembro, e vai ser o escolhido para realizar a política da “mudança na continuidade”. O presidente ocupará o cargo, segundo a Constituição, durante cinco anos, a não ser que se autoproclame também "pai de todos os turquemenos" tal como o seu antecessor.

As autoridades de Achkhabad não convidaram observadores internacionais e recusaram vistos aos jornalistas que queriam cobrir as eleições, à excepção de alguns russos.

Durante a campanha eleitoral, Berdimulhamedov libertou alguns dos opositores do antigo ditador, mandou destruir a principal prisão política de Ovadan-Depe e prometeu aos eleitores o acesso à Internet caso vença as eleições.

 

“Na primeira etapa, prevê-se, fazendo algumas alterações na base legislativa, redistribuir os poderes entre os representantes dos grupos que vão chegar ao poder e impedir, desse modo, a concentração do poder numas sós mãos, ao mesmo tempo que se exclui qualquer possibilidade de participação no processo de figuras políticas da oposição que se encontram fora do país” – considera Nikita Nikolaev, especialista em problemas da Ásia Central.

“A actual posição da Rússia consiste em que nada mude. E quanto aos direitos humanos, todos estão-se nas tintas para isso” – constata Alexei Malachenko, analista do Centro Carnegi de Moscovo.


O correspondente da agência russa RIA-Novosti acreditado nas eleições informa que "todos afirmam que a vida será melhor depois das eleições", citando as palavras de uma mulher: "apenas esperamos coisas boas das eleições" e de um idoso: "espero que o novo Presidente aumente as reformas".

Os resultados do escrutínio serão anunciados oficialmente no próximo dia 14 numa sessão especial do Conselho Popular (Parlamento), na qual será também investido o novo chefe de Estado.

"Não obstante todos os problemas e críticas às eleições, tudo indica que haverá alguma mudança para melhor" - declarou aos jornalistas em Moscovo Bairam Sijmuradov, um dos dirigentes da oposição no exílio.

O Turquemenistão, o quarto ou quinto produtor de gás natural do mundo e o segundo no espaço pós-soviético depois da Rússia, tem acesso ao Mar Cáspio, onde se encontra uma das maiores reservas de hidrocarbonetos do planeta


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