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Geórgia denunciou uma tentativa de golpe de Estado

07.09.2006
 
Geórgia denunciou uma tentativa de golpe de Estado

Vinte e nove pessoas  de  líderes de grupos da oposição georgiana foram detidos, ontem de manhã, numa operação policial que se estendeu a várias cidades. A Geórgia denunciou  ter sido vítima daquilo que considera uma tentativa de golpe de Estado.

A ex-república soviética disse que desmantelou uma conspiração de pró-russos para derrubar a liderança pró-ocidental do país. O principal alvo da operação foi o partido "Justiça", do ex-ministro da Segurança do Estado, Igor Guiorgadze  (foto), que se encontra fora do país desde 1995, quando foi acusado de planear um atentado contra o então presidente Eduard Chevardnadze.

 A operação teve início às 5 horas, tendo sido feitas rusgas em 63 escritórios e apartamentos de Tbilisi, Zugdidi, Batumi, Gori e outras cidades. Entre os políticos presos contam-se o secretário do partido "Justiça", Reso Bulia, a dirigente do movimento "Anti-Soros", Maia Nikolaichvili, a chefe da fundação de beneficência "Esperança" (de Guiorgadze), Irina Sarichvili, e o líder do partido Conservador Monárquico, Temur Jorjoliani. Informa-se que  dinheiro e armas foram apreendidos durante a operação.

No passado, dirigentes georgianos acusaram Moscovo de financiar o partido  "Justiça", uma organização pequena sem assento parlamentar.  Ontem  o vice-presidente do parlamento georgiano, Mikhail Matchavariani, disse que os  serviços da segurança  georianos vigiavam estes grupos há bastante tempo e que dispõem de "bastantes provas".

 "Sabemos que aquelas organizações são financiadas pelos nossos inimigos", afirmou o vice-presidente do parlamento georgiano, Mikhail Matchavariani, precisando que se referia aos serviços secretos russos.

A Geórgia, apoiada por Washington, está determinada a restaurar o poder central nas regiões controladas por rebeldes. Por seu lado a Rússia tem interesse em manter influência sobre as ex-repúblicas soviéticas.

Na segunda-feira Tbilisi e Moscovo trocaram acusações depois de as forças rebeldes pró-russas terem disparado contra um helicóptero que transportava o ministro da defesa georgiano. O ataque foi feito a partir da Ossétia do Sul.


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