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George Bush admitiu a existência das prisões secretas da CIA

07.09.2006
 
George Bush admitiu a existência das prisões secretas da CIA

A administração norte-americana não tinha, até hoje, reconhecido oficialmente a existência de prisões secretas da CIA, que foram dadas a conhecer em 2005 num artigo publicado pelo diário «The Washington Post».

 Ontem o Presidente dos Estados Unidos admitiu, pela primeira vez, que a CIA tem uma rede secreta de centros de detenção espalhada pelo Mundo, onde os serviços secretos norte-americanos interrogaram importantes suspeitos de terrorismo.

Num discurso pronunciado, quarta-feira, na Casa Branca, George W. Bush assegurou que o “ pequeno número”  de detidos nessas instalações inclui responsáveis pela planificação dos atentados do 11 de Setembro contra Washington e Nova Iorque.

Entre os suspeitos , segundo Bush, estão Khalid Sheik Mohammed ( foto à esquerda ), suposto mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, e Ramzi Binalshibh ( foto à direita ), que, acredita-se, seja um dos líderes da al-Qaeda, e Abu Zubaydah, suposto homem de ligação entre Osama Bin Laden e várias células da al-Qaeda.
Bush afirmou que eles agora vão enfrentar a Justiça.

Bush disse também que os suspeitos de terrorismo detidos foram a melhor forma de os serviços secretos impedirem novos ataques. «A fonte mais importante de informação sobre onde se escondem os terroristas e o que planeiam são os próprios terroristas», defendeu.

De acordo com o presidente norte-americano, «foi necessário transferir esses terroristas para um ambiente em que pudessem ser mantidos em segredo, interrogados por peritos e, quando se revelasse apropriado, perseguidos pelos seus actos terroristas».


Bush confirmou também a transferência dos 14 suspeitos de terrorismo nessas prisões secretas para a base de Guantanamo, em Cuba.


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