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Vírus ou intoxicação mata no Panamá?

06.10.2006
 
Vírus ou intoxicação mata no Panamá?

Investigadores da Organização Panamericana da  Saúde e do Centro de Previsão y Controle de Enfermidades (CCE) de Atlanta, Estados Unidos, con expertos  panamenhos realizam as investigações sobre a síndrome que causou a morte de 18 pessoas no Panamá e estão analisando os remédios que as vítimas tomavam, informaram  fontes oficiais.

 O ministro da Saúde do Panamá,  Camilo Alleyne declarou  ontem em entrevista coletiva que até  agora foram  descartados em provas de laboratorio as bactérias E. Coli y Campilobacter, asím como os vírus da  Dengue, influenza A e B, vírus do Nilo, encefalitis de equina y enterovirus.


  Camilo Alleyne disse que é preciso determinar se algum remédio ou substância foi consumido por todas as vítimas. Até agora não foi encontrado nenhum ponto em comum.

Um medicamento genérico, o Lisinopril, foi tomado por seis das 28 pessoas que sofreram a síndrome. Apenas 10 pacientes ainda estão vivos. Dois dos que tomavam Lisinopril estão entre os mortos.

O Lisinopril, segundo fontes ligadas ao fornecimento de remédios, viria de Cuba ou da Rússia, e teria efeitos colaterais.

Outra droga, identificada como Enalapril, foi utilizada por quatro pacientes. Outros sete utilizavam diuréticos.

"Todos os remédios serão analisadas", assim como "qualquer outro fator que levante suspeitas", disse o ministro.

Nenhum remédio nem substância se repete nos 28 pacientes, explicou o ministro. Ele revelou além disso que os estudos de tecidos de rim e tecido nervoso "demonstram lesões que sugerem efeitos tóxicos".

Os pacientes em sua maioria superam os 60 anos e sofrem náuseas, diarréia e vômitos, além de apresentar diabetes, insuficiência renal e hipertensão arterial.

Exames de laboratório para detectar bactérias, vírus e outros micróbios deram resultado negativo. Por enquanto, segundo os critérios internacionais, não existe alerta de transmissão infecciosa da doença, disse Alleyne.

O número de vítimas mortais da síndrome, em sua maioria homens (90 % dos pacientes), chegou hoje a 18 com a morte de uma mulher de mais de 60 anos.

Dos 10 pacientes vivos, três estão em ambulatórios, em recuperação, cinco hospitalizados estáveis e dois na sala de cuidados intensivos.

 Prensa Latina


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