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Quénia: Violência tem de parar diz Ban Ki-Moon

04.02.2008
 
Quénia: Violência tem de parar diz Ban Ki-Moon

Secretário Geral da ONU apelou a todos os quenianos para porem fim à onda de violência que nas semanas recentes ceifou 800 vidas e viu mais que 250.000 pessoas deslocadas.

"A matança deve parar. A violência deve acabar pelas pessoas quenianas, por Quênia," disse Ban Ki-Moon numa conferência de imprensa na capital, Nairóbi. O Secretário Geral da ONU está no Quênia para dar seu pleno apoio ao Painel de Pessoas africanas Eminentes, dirigido pelo anterior Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, que tenta resolver a crise, que começou há um mês quando Presidente Kibaki foi declarado o vencedor da eleição de Dezembro sobre o líder da oposição, Raila Odinga.

Numa reunião ontem com Presidente Kibaki à margem dos trabalhos da Cimeira da União Africana na capital Etíope, Addis Abeba, Ban Ki-Moon encorajou o líder queniano a alcançar uma resolução rápida da crise. Chegado ao Nairobi, Ban Ki-Moon se reuniu com Kofi Annan e Raila Odinga.

Ban Ki-Moon falou duma crise humanitária "nunca visto" no Quênia, e exortou todos os líderes políticos a olharem para além do indivíduo ou interesse partidário e resolver suas diferenças pacificamente.

"As pessoas e os líderes de Quênia, particularmente líderes políticos, têm o dever, e a responsabilidade, de chegar a um acordo e inverter este caminho trágico antes que se alastrem os horrores de chacina e devastação que nós testemunhamos na história recente," declarou.

Enquanto a violência persiste em partes do país, agências de ONU e seus membros continuam a ajudar o Governo e a Cruz Vermelha do Quênia em fornecer apoio aos afectados.

O Programa Alimentar Mundial (WFP) diz que a violência afecta as estradas principais no Vale de Rift. Os caminhões carregando alimento da WFP podem ir de Mombasa a Nairóbi sem escolta, mas escoltas são necessários quando os caminhões saem de Nairóbi e vão para o Vale de Rift. Um acréscimo nos preços de combustível também afectam a entrega de alimentos.

A agência também nota uma falta de alimento nos mercados ao redor do país, e um aumento nos preços. Os relatórios de violência continuam em Nakuru, Eldoret, e Naivasha, todos povoados que já hospedam centenas de IDPs. A Organização Mundial de Saúde também anota que os hospitais informam um aumento "dramático" em casos de violência sexual.

Bento MOREIRA

PRAVDA.Ru


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