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Novo Governo na Ucrânia , novas reveindicações da Gazprom

03.10.2007
 
Novo Governo na Ucrânia , novas reveindicações da Gazprom


Yulia Timoshenko , cujo bloco ficou no segundo lugar nas eleições legislativas a câmara baixa do Parlamento ucraniano ( Rada) após do pró –russo Partido das Regiões do primeiro-ministro, Viktor Yanukovich, se reuniu hoje (03) com o presidente, Victor Yushchenko, para formar a coalizão parlamentar e o novo Governo da Ucrânia. Ambos reafirmaram seu interesse em formalizar a união de suas forças no Parlamento.

"Não há dúvidas de que as forças democráticas terão maioria no Legislativo", declarou Timoshenko, ao informar à imprensa sobre as primeiras consultas para formar a maioria parlamentar no Governo.

"A reunião com Yushchenko foi um encontro entre aliados políticos dispostos a assumir a responsabilidade por tudo o que acontecerá no país", disse Timoshenko, principal candidata ao Executivo.

"A formação do Governo e a distribuição dos principais cargos executivos começará imediatamente após o anúncio dos resultados pela Comissão Eleitoral Central (CEC)", ressaltou.

Segundo informação da CEC, às 16h (horário de Brasília), com 98,55% dos votos apurados, o Partido das Regiões (PR) de Yanukovich seguia na frente, com 34,23% dos votos.

No segundo lugar vinha o Bloco Yulia Timoshenko (BYT), com 30,81%, seguido pela coligação Nossa Ucrânia-Autodefesa Popular, do presidente Yushchenko, com 14,25%.

Em quarto lugar aparecia o Partido Comunista, aliado de Yanukovich, com 5,36% dos votos, seguido pelo bloco do antigo presidente do Parlamento, Volodymyr Lytvyn, com 3,95%.

O Partido Socialista, outro aliado do primeiro-ministro, caía para menos de 3% dos votos (2,88%), mínimo necessário para garantir uma das 450 cadeiras do Parlamento.

Segundo esses números, a coalizão do presidente e de Timoshenko se impõe à aliança formada pelo PR e pelos comunistas. Essa vantagem não pode ser alterada por Lytvyn, que ainda não revelou quem terminará apoiando.

Desta forma, a coalizão liderada por Yushchenko obtém maioria absoluta no novo Parlamento, e poderá formar o Governo, que previsivelmente voltará a ser liderado por Timoshenko, como ocorreu após a Revolução Laranja.

Ocorrida em 2004, a Revolução Laranja representou um marco nos protestos contra a corrupção e as fraudes eleitorais no país, e levou ao poder o atual presidente Yushchenko.

Além disso, o partido de Yushchenko reivindicou a presidência do Parlamento, enquanto Yanukovich prometeu que a coalizão laranja aprovará sem demora uma lei que garanta os direitos da oposição.

A CEC havia previsto concluir hoje a apuração, mas seu vice-presidente, Andrei Maguera, disse que ela terminará na quarta-feira, por causa da demora na chegada de dados dos 115 colégios eleitorais que funcionaram em outros países.

Enquanto isso, o consórcio de gás russo Gazprom anunciou hoje que irá interromper o fornecimento do combustível para a Ucrânia, caso o governo do país não pague neste mês as dívidas que possui com a companhia, avaliadas em US$ 1,3 bilhão. O monopólio russo  de gás quer  ter negiciações com Yushchenko, mas não com os representantes da revolução laranja.


"Se a dívida não for paga em outubro, a Gazprom cortará o fornecimento de gás natural aos consumidores ucranianos", revelou a companhia por comunicado. A advertência da companhia russa fez ressurgir uma larga disputa sobre o gás na Europa Ocidental. O comunicado ressalta também que a "Gazprom solicitou aos seus colegas ucranianos que paguem suas dívidas rapidamente. Caso contrário, medidas severas serão tomadas".


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