Pravda.ru

Desporto

Futebol: Sonho ou pesadelo?

23.07.2007
 
Pages: 1234

Foi então que descobreramos que alguns dias antes dessa partida histórica o goleiro internacional uruguaio ( Mundial Chile ’62 e ClassificatóriasMéxico ’70 – Campeão Taça Libertadores 1960 – 1961 e Campeão do Mundo 1961 com o Peñarol ) Luis María Maidana tinha pedido passe do Peñarol para o Palmeiras porém ia manter um convívio diferente ao resto dos jogadores na sua participação com a camisa verde de Água Branca apenas pelo fato de compartilhar a língua mãe castelhana com seu novo treinador.

O Maidana confirmou que naqueles dias ele ficou em Sampa sem participar da partida perante sua seleção “celeste” mas assim que o time voltou de Belo Horizonte, “brigou” pela vaga de guardião com o titular Valdir e Picasso mas também houve outros comentários intessantes quanto ao argentino como alvo.

Foi um cara legal com estilo agradável sendo extremamente especial, remarcou o Maidana na ligação que veiculizou a reportagem.

Mais logo falou que desse passe para o Palmeiras só gostaria esquecer aquelo que aconteceu no Estádio Centenario alguns días depois como parte dos eventos que sempre ocorrem na hora de assinar contratos incluindo uma partida de “confraternização”.

Peñarol ganhou essa partida “amistosa” do Palmeiras 1x0 (o Valdir foi titular e Maidana só entrou no segundo tempo) mas houve socos e corridas até os vestiários no segundo tempo, situação extremamente desconfortável pois ficou no centro dessa bagunça.

Maidana continuou acrecentando que o Filpo Núñez nem sequer viajou da Argentina para Sampa tendo como objetivo fundamental o futebol, sinão o tango e seu “bandônio”, que foi um dos apelidos que tinha ganho da turma.

No final das partidas costumava reunir os jogadores para um bate-papo descontraido mesmo mostrando muita disciplina no dia a dia e cada um deles ia receber uma nota do “milongueiro” argentino (variedade de tango) tendo ganho esse sobrenome, pois confirmava para todos eles que era ótimo dançarino recebendo porém convites para dançar a cada oportunidade que falava da sua condição.

A história da seleção palmeirense-brasileira acompanhada pelo sucesso acaba sendo motivo de orgulho ímpar para a instituição que acabou “segurando essa barra” (além de orgulho é um risco sempre) provocando a inveja dos outros times que poderiam ter ficado nos seus chinelos.

Asemelha-se com o caso que aconteceu no início do século XX (1903) com o Nacional de Montevidéu vestindo a camisa “celeste” numa partida também com sucesso tendo na frente Argentina em Buenos Aires com a vitória de 3x2 escrevendo uma página de glória para o futebol “charrúa” e do próprio clube que ainda hoje continua lembrando-se desta data como marcante no seu histórico.

Voltando ao alvo de nosso análise, Brasil acabou inserindo na tabela de treinadores da seleção adulta um estrangeiro mas esta situação repete-se quase sem essa “dor” na maioriadas seleções da América e até do mundo todo.

No caso do continente sul-americano, o argentino Carlos Salvador Bilardo (Campeão do Mundo com Argentina no México ’86) já tinha ficado na frente da seleção Colômbia, (do jeito que os colombianos chamam sua seleção ), o Chile ganhou Medalha de Bronze nos JJOO de Sydney 2000 ) treinado pelo “careca” uruguaio Nelson Acosta que também foi na última Copa América – Venezuela 2007, na Bolívia o espanhol Azkalgorta conseguiu“montar” a base duma turma que deu o primeiro e único “mergulho” numa Taça do Mundo logo nos EUA 1994.

No Equador e no decorrer dos últimos anos foram todos colombianos, começando pelo Francisco “Pacho” Maturana (que teve uma geração ótima no seu país, levando-a até Itália 1990 com aquele goleiro laçudo René Higuita fazendo maluquices lindas), logo veio o “Bolillo” Gómez e mais logo o Luis Fernando Suárez, tendo como treinador de goleiros ao uruguaio Lorenzo Carrabs que concretizou sua fama na Colômbia).

O Peru e seu brasileiro Elva de Pádua Lima (bem mais conhecido por Tim) colocando os Incaicos na Taça do Mundo Espanha 1982, que lembra-se com saudade pelo povo peruano pois foi a última classificação para um torneio mundial.

Uma chamada da tevê peruana do ano retrasado falava desses 24 anos sem competir com a elite do futebol, mostrando alguns atores com a camisa alvi-vermelha fazendo “embaixadas” pelo gramado se aproximando ao gol e centos de pessoas correndo atrás deles.

Memória muito frágil a nossa mas a publicidade poderia ser dum cartão de crédito.

Paraguai agora com o argentino “Tata” Martino no decorrer da Copa América Venezuela 2007 mas no passado o italiano Cesare Maldini (pai do zagueiro do Milão, Paolo), e um bocado de uruguaios que começaram com o Luis Alberto “Negro” Cubilla (aquele camisa sete que gritou o primeiro gol na partida Brasil 3 x Uruguai 1 nas Semis do México 70), logo o Aníbal “Manho” Ruiz (na Alemanha 2006) e o Sergio Markarian agora no Cruz Azul de México, junto ao Pablo Bengoechea.

O talismã das seleções “caçulas” da Taças do Mundo foi inúmeras oportunidades o Bora Milutinovic com bastante sucesso mínimo quanto teve a ver com a imagen que deixaram seus times no relvado.

México como o maior destaque do futebol da América do Norte foi treinado pelo argentino Ricardo Lavolpe na Alemanha 2006 ficando fora do torneio perante Argentina, (ele ia morar no México logo “acompanhar” o Maradona no México ’86 sendo guardião na reserva).

Situação semelhante com certeza aquela que aconteceu com o o treinador sueco na frente da Inglaterra também no último mundial matando as ilusões dos viquingues amarelos.

O clássico mais antigo da história do futebol mundial nasceu com o confronto das duas beiras do Rio da Prata, Argentina e Uruguai.

Pages: 1234

Loading. Please wait...

Fotos popular