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Libertadores – Quartas

13.05.2007
 
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Libertadores – Quartas

Os pares das quartas-de-final rodopiam nas “pistas verdes” da América ao som da bola. Dois brasileiros ( Santos e Grêmio ), dois uruguaios ( Nacional e Defensor Sporting ), um paraguaIo ( Libertad ), um argentino ( Boca Juniors ), um colombiano ( Cúcuta Deportivo ) e um mexicano ( América ) enfeitam-se na procura da sua roxinha…

A Taça Libertadores 2007

Montevidéu única cidade a receber duas partidas no histórico Estádio Centenario

Os “gauchos” uruguaios do Defensor Sporting recebem vizinhos “gaúchos” do Grêmio porto-alegrense e o Nacional de Montevidéu comemora 108 anos nesta segunda 14 de maio tentando xerocar a festa perante os colombianos logo.

O futebol uruguaio fuge dos insucessos das últimas duas décadas quanto tem a ver com suas equipas deixando o marcador na página da decolagem colocando dois times na grade das quartas da Libertadores 2007 situação que não acontece desde a versão 2002 na hora que naquelas quartas o Nacional perdeu perante o Grêmio e o Peñarol perante o São Caetano, marcando a última melhor gestão do time das “onze estrelas” ficando no quinto degrau que ainda lembra-se com carinho por incrível que pareça num futebol com raça e histórico ímpar com é o uruguaio.

Mas os destaques hoje são o Tricolor uruguaio ( Nacional ) é o Torto do bairro Punta Carretas ( Defensor Sporting ) que com as “gorjetas” que deixam os grandões nos restaurantes do futebol da vida fazem magia concorrendo com tudo quanto parece ficar fora do alcance sempre baseados no trabalho enxuto das categorias de base.

Sem dúvida que o Defensor de mãos dadas com o Danubio são os times uruguaios que acabam investindo bem mais grana nestas categorias que são a maior fábrica de jogadores com carimbo de exportação pois nem produzem só craques sinão pessoas com muita cabeça, negócio muito valorizado na maioria dos mercados compradores da Europa e México.

Da beira do Defensor é bom salientar que faz muitos anos que nessas categorias de base junto com o Danubio conseguem ficar quase sempre na primeira fileira da grilha de cada um dos torneios uruguaios até por cima dos grandões, Nacional e Peñarol marcando um estilo das duas diretorias.

Defensor é um time que nasceu duma mistura de dois times vizinhos que uniram-se no 1989 assim que os problemas financeiros começaram agir por perto.

Trata-se do Club Atlético Defensor no segmento do futebol e o antigo decano do basquete uruguaio ( Campeão Sul-Americano no 1955 ) Sporting Club del Uruguay que foram aqueles que deram vida ao atual.

Quanto tem a ver com os canecos uruguaios ganhos pelo Defensor foram dois ( 1976 e 1987 ), tendo ganho o terceiro e último com o nome desta “parceria” atual no 1991.

Defensor não é mais um clube no Uruguai pois quebrou aquele ping-pong mole que jogaram o Peñarol e Nacional distribuindo-se as Taças desde o início do futebol profissional no 1932 até o 1975.

O 25 de julho de 1976 o Defensor venceu o Rentistas de 2 x 1 no seu estádio Luis Franzini comemorando o sucesso na quadra num jeito diferente aos Campeões do resto do mundo, ou seja contronando-a a contra-mão.

Os conhecidos de hoje daquele Defensor foram o Luis Alberto Cubilla perto de pendurar as chuteiras ( o artilheiro uruguaio nas Semis de México 70 perante o Brasil ) e o Gregorio E. Pérez ( treinador do Peñarol ).

Também o Francisco Salomón e Baudilio Jáuregui jogaram no Brasil e foram os zagueiros dessa equipa.

Dessa partida inesquecível para os torcedores “violetas” mais uma conhecido dos torcedores do Fla, foi o Jorge Siviero, centro-avante do Rentistas e logo do Cobreloa no 1981, jogando a partida final em Montevidéu perante o Campeão rubro-negro.

Defensor já tem carimbado sua melhor participação numa Libertadores nesta edição 2007 mesmo ficando fora das semis perante o tricolor gaúcho. Os dois times encontraram-se no passado na primeira rodada da Libertadores 1982 com São Paulo e Peñarol que ia obter a Taça logo.

Aquele Defensor venceu o Grêmio no Olímpico de Porto Alegre de 2 x 1 com golos do Miguel Caillava e o argentino Jorge Mastrángelo “aponsentando-se”.

Por enquanto o Grêmio jogou em várias oportunidades no Centenario perante o Defensor e os grandões uruguaios.

Mesmo que sua “página de ouro” na Libertadores 1983 teve o primeiro “round” na final do estádio na frente do Peñarol Campeão 1982 ( tendo trocado o Jair Gonçalves Prates do Inter 1979-1980 pero José Luis “cabeça” Zalazar ), com resultado final de 1 x 1 começando na frente os tricolores gaúchos após uma cabeçada do Caio no gol da arquibancada Colombes e com o Hugo Eduardo De León que começava escrever sua história no clube, deixando bravos aos torcedores do Peñarol pois tinha emergido do Nacional de Montevidéu.

Talvez essa partida poderia ter tido um outro final se assim que o Peñarol empatou e continuou jogando pressão, o árbitro argentino que foi bandeira do lado da arquibancada preferencial ( América ), Arturo Andrés Iturralde não tivesse caido e quebrando um dos braços detendo o jogo o tempo que for preciso para mudar o destino dessa partida que parecia ficar no Uruguai.

Falando em argentinos, o goleiro Saja ( ex San Lorenzo portenho ) e o Schiavi são parte dos gaúchos que poderiam repeter o título de Campeão do jeito que fizeram no 1983.

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