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Nacional de Montevidéu: Aniversário

13.04.2009
 
Pages: 12
Nacional de Montevidéu: Aniversário

Em um país como Uruguai que tudo quanto acontece é por acaso, sem planejamento e pior ainda na hora que envolve história pois ninguém tira benefício financeiro, o PRAVDA continua descobrindo marcações no histórico do esporte «charrua» e repassa para que o povo «tricolor» mínimo lembre-se deste fato e se for com comemoração e placa honorífica, bem melhor. O dia 14 de Abril de 1934, vão se lembrar (nem sabemos ainda se comemorar) 75 anos que o Nacional abria as portas da nova sede na Avenida 18 de Julho 1746 entre as travessas Gaboto e Magallanes.

Neste caso que com certeza ninguém pode falar do fato hoje pois caso haja alguém era criança nessa data e sem possibilidades de refletir tudo quanto aconteceu, é bom transcrever o que o Jornal El Ideal (O Ideal) de Montevidéu mostrava naquela matéria do tablóide.

Na página 4, da Terça 10 de Abril de 1934 o cabeçalho da matéria era o seguinte:

NACIONAL GANHA NOVA SEDE NA 18 DE JULHO E GABOTO.

Trata-se de uma mansão extremamente confortável.

Faz um tempão que os sócios do Nacional tinham como objetivo mudar a sede do clube, pois a que tinha faz alguns anos debruçando á Praça Independência carecia de espaços confortáveis, até o mais essencial, levando em consideração que trata-se da entidade do Parque Central. A nova Diretoria recebendo o sentimento dos sócios, apertou o passo, resolvendo o problema deles, e adquirindo uma nova sede localizada na esquina da Avenida 18 de Julho e a rua Gaboto, em uma região lotada de privilégios. Trata-se então de um casarão no qual os sócios «albos» (quer dizer «alvi» pela cor branca da camisa), vão se encontrar com todo tipo de conforto e adequado ao paladar deles.

A mudança de residência, que está ocorrendo nestes instantes, vai ser mais uma plataforma para que o bloco social do clube, sob a Presidência do Doutor Narancio (Atílio), mantenha um contato bem mais fluente com todos eles, negócio que na antiga sede era muito difícil, quase impossível. Porém, temos que parabenizar a Diretoria do popular clube.

Quanto as fotos, a matéria contem duas.

Foto 1 - Texto traduzido: A nova sede do Nacional, na 18 de Julho e Gaboto. Trata-se de uma mansão muito ampla na qual os sócios do clube vão se sentir extremamente confortáveis.

Comentários deste correspondente: Tirada do exterior da sede abrangendo a esquina toda com uma árvore quase na porta de entrada e uma outra na própria esquina (hoje não tem árvores na Avenida 18 de Julho) , duas pessoas batendo papo subindo pela Gaboto rumo á 18 e um «carro velho» tipo FORD-T com pneu no aguardo de uma furação dos quatro titulares nas costas e estacionado na frente da sede.

Foto 2 - Texto traduzido: Instante no qual os funcionários do clube descarregam os inúmeros troféus na nova sede. São tantos os canecos que precisaram várias viagens de carro.

Comentários deste correspondente: Dois funcionários do clube concretizando a mudança. Um deles ainda no interior da FORD tentando sair segurando um grande caneco com a mão direita e uma poltrona do carro com a esquerda tentando manter o equilibro. Um outro funcionário sorridente e em pé do lado da porta do carro segurando dois canecos mais pequenos. Quase formando barreira junto com o último, uma pessoa de fraque, óculos tipo Lennon (que ainda não era famoso pois ia nascer 6 anos depois) e gravata borboleta. Branco e Preto as duas fotos!!

Agora é a hora de aumentar dados e «dar polimento» aos que já temos.

O Nacional desse ano tinha tido problemas com a Associação Uruguaia de Árbitros, e sob chefia do Presidente Atilio Narancio, (apelidado como o «Pai da Vitória» pois dez anos antes foi fundamental na roteiro prévio que concretizou a seleção uruguaia de futebol para arvorar o caneco de Campeão nos Jogos Olímpicos de Colombes), ia resolvendo esses problemas junto com o Delegado do clube na AUF, negócio que os árbitros apreciaram.

Tudo deu início na agressão que sofreu o árbitro Telésforo Rodríguez de parte de alguns jogadores «bolsos» em um jogo clássico perante o Peñarol.

Quanto á nova sede, substituiu á antiga da Praça Independência (Rua Buenos Aires 706 – Fone: 8 41 15) nesse trecho de quarteirão que agora abrange um grande edifício vestido com vidros-espelhados que daqui a pouco o Presidente uruguaio, oncologista Tabaré Vázquez vai ter como sede do Governo.

Veio então a mudança dessa sede do Centro montevideano pela outra do Bairro Cordón, na Avenida 18 de Julho com a travessa Gaboto.

Uma sede com «espiões» de perto que ficavam de olho o dia todo nela. Os cinemas Paris (18 de Julho 1701) e Continental (1725) e vizinhos como o Conrado Nin Lavalleja, sobrenomes envolvidos com a história do clube tendo o endereço 1797 da «18» apenas um quarteirão da sede. O fone do destaque de hoje e antiga sede tricolor foi o 4 48 22. Na hora da estréia da sede atual, o «Palácio de Cristal» e herdeira dessa da «18», teve como únicas lembranças daquele neném de 1934, os canecos das vitórias do histórico do clube e o número de telefone, mesmo número, 4 48 22 que ia tocar na Avenida 8 de Octubre (Oito de Outubro 2847) acrescentando mais um aparelhinho para ligações no 40 18 17.

No decênio de 1980, o ex Presidente do Clube Nacional de Montevidéu, o Ceferino Rodríguez era proprietário de um dos mais famosos bares da cidade, a Pizzaria «La Fiaca» que localizava-se na frente mesmo dessa antiga sede que hoje é nossa homenageada.

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