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Rally Dakar não será organizado no território da Rússia

09.01.2008
 
Rally Dakar não será organizado no território da Rússia

Os prejuízos pela anulação do Rally Lisboa –Dakar devem chegar para a equipe russa de camiões Kamaz a 1  milhão de euros e em total a 26 milhões de euros só para ASO, promotora do Rally. Segundo o capitão da equipe russa , Vladimir Samoilov , os organizadores do evento não vão alterar a tradição de realizar o Rally no território da África.

Comentando os rumores de substituição da rota no ano seguinte ele disse à Pravda.ru : “ Não penso os organizadores mudarem radicalmente a tradição. Eles poderiam realizar o Rally São Petersburgo- Beijing em júlio deste ano em que já concordou participar a elite de pilotos. Pelo menos ouvi falar sobre tais intenções. Quanto à nossa equipe , garanto a sua participação “.

Entretanto o espanhol Isidre Esteve Pujol, que já participou de dez edições do Rally Dakar tem outra opinião. Afirmou nesta terça-feira (08) que acredita ser “quase impossível” o retorno do famoso evento off-road à África, após o cancelamento da edição 2008 por ameaças terroristas.

“Penso isso não pelo cancelamento, mas especialmente em função do motivo pelo qual os organizadores tomaram essa medida drástica”, afirmou o ex-piloto da KTM ao site da revista “Solo Moto”.

Para Pujol, que ficou paraplégico após um grave acidente sofrido no Campeonato Espanhol de Rally, em março do ano passado, a organização do Dakar teria duas reais opções alternativas para a realização da tradicional prova.

“A primeira possibilidade seria a América do Sul. A segunda, em Paris-Moscou-Beijing, embora esta fosse viável somente entre os meses de julho e agosto”, opinou.

“Acredito que opção pela América seria bastante atrativa. É verão no Chile e na Argentina nesta época do ano, portanto, o Rally teria condições prosseguir com sua realização no mês de janeiro. Além isso, levar o evento para lá atrairia muitos patrocinadores e novos interesses das montadoras”, justificou.

“Uma terceira via poderia ser chegar ao Dakar por um trajeto que fosse pela Tunísia, Egito e Líbia. Porém, esse caminho está bem próximo da Algéria, onde os atentados terroristas são freqüentes”, alertou Pujol, que lamentou pela África a não realização do rally neste ano.

“A Al Qaeda (rede terrorista comandada por Osama Bin Laden) causou o cancelamento do Dakar por meio de ameaças e poderá fazer isso novamente nos próximos anos. A África, bem como sua população, é a que mais perde com os recentes acontecimentos”.

“Duvido que a população da Mauritânia entenderá porque o Dakar não passou por lá em 2008. Trata-se de um país esquecido, que agora teve suas portas ainda mais fechadas. Os pilotos e as equipes terão a oportunidade de fazer um novo Dakar, mas as pessoas da África talvez não”, encerrou o espanhol, referindo-se às ações sociais promovidas pelos dirigentes durante a passagem do comboio pelo continente africano.

Pela primeira vez em 30 anos de história, o Rally Dakar deixou de ser realizado. O cancelamento da edição 2008 deveu-se às ameaças de atentados terroristas na região da Mauritânia, país no qual seriam disputadas oito das 15 etapas do rali.


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