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Basquete: Destaque para Gustavo “Panchi” Barrera

01.03.2009
 
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Basquete: Destaque para Gustavo “Panchi” Barrera

Biguá, Malvín, Defensor Sporting Club e Atenas, o clube das «Asas Pretas»  são os quatro times que acabaram montando as Semis da LUB 2008-2009na procura de arvorar o caneco de Campeão. O Decano atual do basquete uruguaio, Atenas chutou alto assinando contrato com um craque como o «Panchi» Barrera, que arremessa com sucesso, faz assistências incríveis e às vezes parece que ficasse suspenso no ar cativando os amantes do basquete. Fique suspenso na net tentando conhecer bem mais do PANCHI.

PRAVDA: Cidade e data de nascimento?

PANCHI: 06 de Abril de 1985 na cidade de Mercedes pertinho da divisa com Argentina.

P: Quanto fez pouso em Montevidéu e qual foi o time que iniciou sua carreira nas categorias de base?

PANCHI: Até os quinze anos joguei no clube Sandú Chico de Mercedes (Uruguai) e á partir dos dezesseis cheguei na capital para o clube Welcome mesmo que até aí o Osky Moglia, meu agente agora, ainda não era. Nessa oportunidade meu irmão mais velho Nicolás jogava no Welcome e houve um treinador dessa época que assistiu um jogo da gente e pediu para o Nicolás que viesse para o clube...foi então que eu cheguei.

P: Vamos ver, assim como falam alguns dos teus colegas da seleção, também acha que o Pré-Mundial de México em Agosto é a grande oportunidade para esta geração que na grande maioria dos casos tem um grau de maturidade bem importante?

PANCHI: Veja só, não sei mesmo se é a grande oportunidade para nós mas acredito que é um torneio muito importante que temos na frente e alguns jogadores estão numa faixa de idade ótima para batalhar e com uma carreira esportiva brilhante que poderiam salientar ainda mais o trabalho feito na seleção, nem sei...Martín Osimani, Leandro García Morales, Esteban Batista, é óbvio, o Mauricio «Pica» Aguiar, Gastón Paez, são todos os jogadores que tem vários torneios jogados no ambiente internacional e na minha opinião estão como os surfistas no topo da onda.

P: No seu caso fora os quase 24 anos de idade, não acha que também é um jogador com extrema maturidade como é o caso destes destaques mais «idosos» da seleção?

PANCHI: Com certeza absoluta, sinto-me com muita capacidade para jogar nesse tipo de torneio...lembre-se que morei cinco anos fora sozinho jogando basquete na Espanha e fora ter vinte e três anos, sei que minha responsabilidade é diferente ao resto dos jogadores dessa idade.

P. Isso faz que o Panchi fique liberado ou amarrado...

PANCHI: Adorooo esse tipo de responsabilidade, sem dúvida, adorooo. Na hora que tive a proposta para jogar no Atenas, acabei aceitando pois sabia que ia jogar sob pressão constante e voltei da Europa na procura de responsabilidades, tentando ser importante num time...tinha vontade de segurar uma barra. O Atenas acabou me oferecendo isso que estava querendo.

P: Na Espanha, acabou jogando na Seleção Juvenil da Espanha. Adulta? (é bom salientar que houve pedidos para naturalizar o Panchi como espanhol mas acabou vestindo para sempre a camisa celeste uruguaia). Compartilhou o retângulo com alguns dos Campeões do Mundo?

PANCHI: Joguei numa seleção adulta espanhola «B» e compartilhei a quadra com Berni Rodríguez e ...Sergi Vidal...isso, Sergi Vidal.

P: O Cabezas, Campeão Mundial Juvenil e filho do jogador uruguaio Hugo Cabezas foi parte dessa turma?

PANCHI: Não compartilhamos uma quadra juntos mas nesses dias ficávamos todos juntos na Concentração de San Fernando, no mesmo Hotel, Seleção «A» e Seleção «B» e até compartilhei algum papo com o próprio pai dele.

P. Está sentindo se confortável neste Atenas tendo colegas com o veterano Luis «Bicho» Silveira com ampla experiência internacional?

PANCHI: Sem dúvida!! Sinto me ótimo neste clube. Adorei mesmo...a temporada 2008-2009 está se acabando no início de 2009 e jogando Play-Off nestas Semis sinto me muito orgulhoso ter jogado no Atenas. Foi a melhor escolha para mim. Quanto ao «Bicho», cheguei no Atenas porque sabia que o «Bicho» ia jogar comigo. Na hora que tive aquela proposta, perguntei direto se o «Bicho» ia compartilhar a turma...na hora que me confirmaram que ele ia jogar comigo...me lembro que disse que se o «Bicho» está comigo assino contrato na hora...vou com ele até o fim do mundo. É bom remarcar que ele exprime e transmite responsabilidade, trabalho e respeito. É do melhor que temos aqui no Uruguai.

P: Qual é o seu sentimento quanto a jogar no Atenas e ter feito a estréia no basquete da capital no rival do bairro e «clássico» desde o decênio de 1950 Welcome. Falo assim pois sabe que a torcida do Atenas tem muita raça, canta e grita o jogo inteiro sendo uma das mais barulhentas? Tem relacionamento bom com a torcida do Welcome além desta escolha?

PANCHI: Tenho sim, claro...em Montevidéu tenho um relacionamento especial com o Welcome é um Ida e volta mas juro que o Atenas acabou me surpreendendo, o tratamento foi sempre ótimo, o pessoal ateniense me deu tudo como se tivesse jogado a vida toda no clube.Orgulho é tanto de ter vestido a camisa do Atenas.

P: Voltando no assunto seleção, quanto ao Pré-Mundial...Uruguai tem possibilidades de progredir e atingir no mínimo a última vaga para o Mundial que faz muitos anos é difícil para nós? Caso Argentina e Brasil viajar com as seleções «A» é «B» fica alto o muro, não acha?

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