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26.10.2006
 
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Polícia Nacional tem novo Comandante Geral

O Intendente graduado Gilberto Vaz de Andrade, foi nomeado pelo Conselho de Ministros, como novo comandante geral da polícia nacional. Fica assim preenchido o vazio no comando da polícia, que já demorava quase um ano. Desde o início de 2006, quando os Ninjas decidiram pegar em armas para expulsar o então comandante geral Armando Correia, que a instituição ficou entregue à uma chefia interina.

O novo comandante geral da polícia nacional que deverá ser empossado nos próximos dias, é jovem e foi formado na escola de polícia de Portugal. Gilberto Vaz de Andrade, vai ter como ajudante o intendente Alberto Soares dos Santos Miguel, como segundo comandante geral da polícia. A instituição policial vive uma grande crise, com acusações de insubordinação à autoridade do estado.

O novo comandante terá a difícil missão de organizar, e disciplinar um comando de polícia onde há cerca de 9 meses, parecem ser os Ninjas, quem dá voz de mando. Após terem expulso o antigo comandante geral a rajadas de metralhadora AK47, os Ninjas não deram atenção aos apelos do comandante geral interino, o Intendente José de Ceita, para que pusessem fim a tentativa de realizar uma vigília diante do parlamento.

Consequência directa, o comandante geral que num comunicado havia distanciado da atitude dos seus subordinados, acabou por ser exonerado tanto do cargo de comandante geral interino, como do de segundo comandante geral que acumulava desde a queda de Armando Correia.

Resta esperar para avaliar a potência do pulso, do novo comandante geral saído da escola portuguesa, em relação aos homens do corpo de intervenção rápida saídos das escolas angolanas.

Ninjas aparentemente mais calmos após segunda ronda negocial com a Assembleia Nacional

A comissão dos polícias de intervenção rápida, que realizou na última semana, uma vigília de protesto diante do edifício do parlamento Assembleia Nacional, reuniu-se terça feira com o Secretário Geral da Assembleia Nacional, para conhecer as acções que o poder legislativo está a desenvolver para dar satisfação as suas reivindicações, nomeadamente o pagamento de indemnizações por causa do risco de vida a que foram submetidos durante a formação no domínio de luta antiterrorista realizada em Angola.

Fonte parlamentar, garantiu ao Pravda.ru que as negociações decorreram num bom clima, e que os chamados Ninjas, manifestaram-se satisfeitos com o rumo dos acontecimentos. A primeira comissão especializada da Assembleia Nacional, é o órgão que tem nas mãos o dossier Ninja. A fonte explicou que o órgão de poder legislativo, pretende fazer uma espécie de inquérito para avaliar junto com o poder executivo a legalidade ou ilegalidade das reivindicações dos cerca de 50 efectivos do corpo de intervenção rápida da polícia nacional.

A Assembleia Nacional já havia sublinhado que não têm competência constitucional para dar resposta a qualquer reivindicação financeira, mas neste caso concreto pretende dar uma mão em nome do diálogo e da convivência pacífica no sentido de se encontrar uma saída harmoniosa para a situação.

Fraude prejudica EMAE

Cerca de cinquenta porcento dos clientes da Empresa de Água e Electricidade rouba energia eléctrica. No primeiro dia de fiscalizações casa a casa, as brigadas da EMAE detectaram mais de vinte casos de fraude.

A operação “Caça ao Fraude” desencadeada pelas brigadas de fiscalização da EMAE que decorre no país deu razão à direcção geral da empresa que garantia que entre trinta e oito e quarenta e dois porcento da produção perdia-se no circuito comercial e era contabilizada como prejuízos.

Segundo Osvaldo Santos, responsável da operação, a maior parte dos clientes já fiscalizados “fazem desvio nos cabos de coluna antes de chegar aos contadores”. Outro consumidores não clientes da empresa, fazem “ganchos junto ao poste de distribuição sem autorização”. As ligações para casa fazem-se quer por via aérea como por via subterrânea como detectaram as equipas de fiscalização.

A direcção geral da concessionária de energia nacional, está decidida “a canalizar os casos de ligações clandestinas à justiça e aos clientes em fraude vai aplicar uma multa onerosa. Mas o primeiro passo a dar é a suspensão de fornecimento”.

Para a instauração dos processos judiciais aos consumidores ilegais o director Geral, Júlio Silva, já tem o aval do Procurador Geral da República.

Júlio Silva que se encontrou recentemente com Roberto Raposa disse ao Téla Nón o Procurados Geral garantiu que “ para esse tipo de crimes há penalidades bem claras e, as pessoas que forem devidamente apanhadas a praticar esse tipo de crimes serão encaminhados para o Ministério Público e o Procurador saberá como resolver os casos ”.

Uma garantia que encoraja a direcção geral da EMAE em prosseguir com a fiscalização casa a casa apoiada por agentes da polícia nacional para prevenir qualquer caso de retaliação por parte dos fiscalizados. A empresa garante que a operação vai continuar por tempo indeterminado.

Isto num momento em que a empresa se debate com dificuldades na produção devido à avaria de dois dos três grupos geradores com mais de vinte e quatro mil horas de funcionamento sem revisão. Por outro lado, o director geral, Júlio Silva, manifestou-se satisfeito com a voluntariedade de algumas empresas nacionais se disponibilizarem em apoiar no financiamento da manutenção dos geradores em causa, garantindo desta forma o fornecimento normal e regular de energia aos consumidores da EMAE, sobretudo nas quadras festivas do Natal e passagem do ano que se avizinham.

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