Pravda.ru

CPLP » São Tomé

Notícias de São Tomé e Príncipe

05.09.2006
 
Pages: 12
Notícias de São Tomé e Príncipe

Fradique de Menezes presidente até 2011

Numa cerimónia bastante festiva, Fradique de Menezes, tomou posse diante da Assembleia Nacional, como Presidente da República e Chefe de Estado por mais 5 anos. É o segundo mandato com meta em 2011.

Novo mandato que marca a entrada em vigor de um novo sistema de governação. A reforma do aparelho judiciário, é uma das grandes exigências de Fradique de Menezes para o novo mandato.

Reforma da justiça, é segundo Fradique de Menezes uma questão incontornável em São Tomé e Príncipe. Por isso parte importante do discurso de investidura do Presidente da República foi dedicado ao sector da Justiça. Segundo Fradique de Menezes a justiça são-tomense continua a não corresponder as expectativas dos cidadãos. « Paira sobre o nosso sistema judiciário, acusações de parcialidade decisória baseadas nas condições económicas e políticas dos cidadãos », afirmou o Chefe de Estado.

O Chefe de Estado apelou a adopção de medidas para modernizar o sector da justiça, e lançou desafio ao governo para promover reformas no sector. Acção governativa que para Fradique de Menezes deve ser considerado como um dos desafios mais pungentes do mandato do actual executivo.

Num discurso brando, marcado por apelo ao fim das querelas políticas que segundo Fradique de Menezes só têm servido para dificultar o consenso nacional a volta de questões fundamentais para o desenvolvimento, o Presidente da República, sublinhou a mudança do sistema de governação que acontece exactamente no momento em que é empossado para o segundo mandato. Um sistema que nasceu de uma polémica revisão constitucional. « Por tudo que vivi, pelas experiências que acumulei no mandato que agora terminou, creio ter legitimidade para exortar a todos os agentes políticos santomenses, para não nos deixarmos arredar por estas estratégias políticas nas quais consumimos inutilmente o capital físico e anímico, tão necessários para a realização das tarefas reconhecidamente essenciais para o desenvolvimento do nosso país », pontuou.

Fradique de Menezes prometeu a implementação do seu projecto de sociedade, em parceria com o governo para satisfazer a renovada esperança manifestada pelo povo são-tomense nas eleições presidenciais de 30 de Julho último. O Chefe de Estado destacou o combate ao paludismo como um dos êxitos do último mandato que deverá dar muitos frutos nos próximos anos. A questão do SIDA, é no entanto uma grande preocupação para São Tomé e Príncipe. « Se não arregaçarmos as mangas para um combate sem tréguas ao HIV/SIDA corremos sérios riscos de extinção das nossas populações face ao evoluir desta pandemia », frisou Fradique de Menezes.

A nível económico a integração do país na Comunidade Económica e Monetária da África Central, deve ser um passo importante a ser dado nos próximos anos. « O governo deverá estimular a dinamização dos processos tendentes à nossa integração sub-regional. Estou convencido que uma boa integração económica e financeira dos países da sub-região é importante para a futura prosperidade dos mesmos e pode mitigar consideravelmente os efeitos negativos da globalização », reforçou.

União Nacional, sustentou também grande parte do discurso do Presidente Fradique. Acusado nos últimos 5 anos pelos seus opositores de ser a causa da instabilidade no país, Fradique de Menezes, cuja a postura política dos últimos 5 anos foi aprovada pela maioria absoluta do eleitorado são-tomense, disse acreditar que o acto de tomada de posse para Presidir os destinos de São Tomé e Príncipe por mais 5 anos, « virá a constituir-se num marco de união, de reflexão de todos os são-tomenses acerca da necessidade inadiável de mudarmos, de assumirmos as nossas responsabilidades de forma consequente e de agirmos mobilizados pelo dever supremo de acertarmos a nossa realidade, com o nosso sonho de nação independente, onde todos se possam sentir dignificados e realizados », conclui Fradique de Menezes.

Presidente da Assembleia Nacional realça a necessidade de reforma no sistema judicial

Num momento de profundas mudanças a nível político, determinadas pela vontade popular, o Presidente da Assembleia Nacional, Francisco Silva, diz que impõe-se o advento de uma justiça moderna, credível e decididamente independente. O desfalecimento da identidade cultural são-tomense, é outra grande preocupação do líder do poder legislativo.

O Presidente da Assembleia Nacional, que dirigiu a cerimónia de investidura do Presidente da República, destacou os sinais de mudança política determinados pelo povo nas urnas, desde as eleições legislativas de Março, até as autárquicas e regionais de Agosto último.

Vitória eleitoral, que segundo Francisco Silva, não podem alimentar pensamentos ou atitudes divisionistas. « É óbvio que devemos repudiar frontalmente tal tese divisionista, esforçando-nos ao invés disso para que entre os são-tomenses que verdadeiramente se angustiam com os dramas por que passa o seu povo, quer integrem as fileiras do poder ou da oposição, se estabeleça um clima construtivo de abertura e de diálogo, e com coesão, liderança, coragem humildade, e muito trabalho », para segundo o Presidente da Assembleia encontrar-se respostas adequadas para a satisfação dos mais profundos e legítimos interesses nacionais.

Pages: 12

Loading. Please wait...

Fotos popular