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Jardim venceu

07.05.2007
 
Jardim venceu

Com 64,2 % dos votos, Alberto João Jardim, venceu ontem (06) as eleições regionais conseguindo o melhor resultado de sempre . Comparando com os 53,7% que tinha obtido em 2004, o líder social-democrata da Madeira consegue subir quase mais 11% nestas eleições antecipadas que provocou, escreve  Diário de Notícias.

 Com o sabor amargo da derrota o PS de Jacinto Serrão ficou pelos 15,42% de votos quando em 2004 tinha obtido 27,5% . Só em 1980 e 1984 os socialistas tiveram piores resultados na Madeira, respectivamente 15 e 15,3%.

Em matéria de distribuição de mandatos, os sociais-democratas ficam com 33 deputados, seguidos a larga distância pelos socialistas com apenas sete lugares. O PCP, ainda que por escassos 0,1%, consegue ficar à frente do CDS/PP. Os dois partidos elegeram dois deputados cada.
O Bloco de Esquerda ficou com apenas um deputado na Madeira.

No seu discurso Jardim ,após ser eleito, pediu para que «deixem a Madeira e o seu povo trabalhar», «porque é Portugal a se desenvolver» e porque uma democracia civilizada respeita a vontade do povo, Aliás, sustentou que o país não pode continuar «doente, com permissividades em males sociais graves, como a droga. Doente com absurdos, a que chamam "causas fracturantes", mas que mais não são do que decadência, inversão de valores, ausência de cultura, tragédias familiares e aumento da criminalidade».

 Recusou também que a Madeira esteja sujeita a uma inflação legislativa nacional «incompetente, que obstrói sistematicamente o investimento, alarga a praga burocrática, asfixia a Economia e provoca o desemprego», recusou a montagem de um «Estado-policial» para perseguir «quem não alinhe pelo "pensamento único" subtilmente institucionalizado», e ainda um aparelho de justiça «ideologicamente penetrado, mediaticamente exibicionista e que invada áreas dos restantes Poderes do Estado».

 Mas, apoia as movimentações democráticas que vizem mudanças de fundo em Portugal» e defende o princípio da unidade diferenciada, em que a Madeira tem direito ao seu sistema de desenvolvimento próprio e diferente, «ficando para o Estado apenas as competências que consubstanciam a essência — e só esta — da mesma unidade nacional».


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