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Companhia do Metropolitano de São Paulo espera o laudo

30.01.2007
 
Companhia do Metropolitano de São Paulo espera o laudo

A direção da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) , após a divulgação de parecer da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) do Metrô de São Paulo, acusando os responsáveis pela obra da Linha 4 (Amarela) de saber previamente da instabilidade do terreno onde a futura estação Pinheiros desabou, desqualificou o relatório, elaborado pelos próprios funcionários.

De acordo com a direção da Companhia, o que vai valer mesmo será o laudo a ser emitido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Em nota oficial, o Metrô esclarece que "nem o Sindicato dos Metroviários e nem a CIPA, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes são órgãos competentes para emitir opiniões técnicas sobre métodos construtivos. Essas afirmações são subjetivas e de suas exclusivas responsabilidades". 

Diz ainda a nota oficial do Metrô: " A Companhia do Metrô, órgão da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de São Paulo, contratou o IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas - para apurar, com a realização de um laudo completo, as causas do acidente ocorrido no último dia 12 nas obras da futura estação Pinheiros da Linha 4-amarela".

O Metrô, por meio do seu presidente, Luiz Carlos David, admitiu que houve alertas sobre os riscos de um acidente para o consórcio privado Via Amarela antes do desastre. David, no entanto, afirmou à rádio CBN que não recebeu os avisos e soube da gravidade da situação somente após a tragédia, que matou sete pessoas.

"O Metrô esclarece que nem o Sindicato dos Metroviários nem a Cipa são órgãos competentes para emitir opiniões técnicas sobre métodos construtivos. Essas afirmações são subjetivas e de suas exclusivas responsabilidades", afirma nota da direção da estatal enviada à imprensa.


A análise da Cipa, encaminhada ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), como parte das investigações sobre as causas do acidente, atestou que o consórcio sabia dos deslocamentos de terra ocorridos na véspera da abertura da cratera e chegou a se mobilizar para reforçar paredes do túnel - porém a intervenção não chegou a ser feita.

Como agravante, as empreiteiras mantiveram os trabalhos de escavação do túnel, mesmo sabendo que as paredes do mesmo estavam cedendo devido à pressão do terreno instável. Horas antes do desmoronamento, em 12 de janeiro, dia do acidente, o consórcio inclusive realizou detonação de rochas a poucos metros do local do desabamento. A ação teria contribuído para a abertura da cratera.

O consórcio Via Amarela não quis comentar o relatório até ter acesso ao mesmo. Segundo o engenheiro Cyro Mourão Filho, coordenador da construção da Linha 4 que assina o documento, afirma que houve "uma sucessão de erros de procedimento" na véspera do acidente.

 Com Terra 


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