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Brasíl: PSB cancela sua convenção

28.06.2006
 
Brasíl: PSB cancela sua convenção

A nota oficial divulgada nesta terça-feira (27) pelo Partido socialista Brasileiro (PSB) afirmando que a Executiva Nacional decidiu cancelar sua convenção que estava marcada para hoje.

 Segundo a nota, a convenção foi cancelada porque o partido não terá candidato à Presidência da República, informa a imprensa brasileira. "Só se faz convenção nacional para homologar coligações nacionais. Como a Executiva decidiu não fazer a coligação formal nacional, nós suspendemos a convenção, que não teria mais nenhum sentido nem efeito político ou jurídico", afirmou o presidente em exercício do PSB, ex-ministro da Ciência, Roberto Amaral.

O PSB decidiu apenas apoiar informalmente a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Neste contexto, deseja contribuir com suas propostas com o programa de governo para o segundo mandato do presidente Lula, visando aprofundar e ampliar as conquistas já alcançadas no atual governo", diz a nota da Executiva.

A nota do PSB congratula o PT pela manutenção de José Alencar na condição de candidato a vice-presidência da República. O partido alega que por razões que estão fora da política e da "nossa visão do mundo e país, estamos impedidos de formalziar juridicamente aliança, para possibilitar as direções estaduais a celebrar as coligações necessárias a superação da cláusula de barreira".

"Em virtude da verticalização, com a cláusula de barreira, que ameaçava a nossa sobrevivência, nós não tínhamos outra alternativa, se não sermos obrigados a ter um raciocínio mais aritmético do que político, e fomos obrigados a não coligar, que era o desejo majoritário da executiva", afirmou Amaral.

O PSB foi criado em 1947, mas o partido surgiu em 1945 como o movimento da Esquerda Democrática. Esse movimento era de oposição ao governo Getúlio Vargas e participou da campanha "O Petróleo é nosso". Nos anos 50, o PSB João Mangabeira à presidência da República e marcou sua posição crítica tanto ao "getulismo" como à UDN, partido de direita.

O partido foi extinto em 1965 pelo regime militar, voltando à legalidade em 1985. Em 2002, abrigou a candidatura de Anthony Garotinho à presidência. O maior líder histórico da sigla foi o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Atualmente faz parte da base de apoio ao governo Lula. No Congresso, tem 28 deputados federais e dois senadores.


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