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Brasil: Emprego estável

28.05.2006
 
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Brasil: Emprego estável

Pesquisa Mensal de Emprego – Fonte IBGE

Base: Abril de 2006

Em abril, taxa de desocupação ficou estável e rendimento subiu 0,4%

Em abril, a taxa de desocupação calculada pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) foi estimada em 10,4%, ficando estável em relação a março (10,4%). No âmbito regional, o quadro também foi de estabilidade em todas as regiões na comparação mensal.

Em relação ao número de ocupados e desocupados, também não houve alteração frente a março. Estes resultados, em conjunto com a manutenção do total de pessoas em idade ativa, acarretaram estabilidade da taxa de atividade estimada (56,5%).

Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu 5,2% em relação a abril de 2005. Este contingente de trabalhadores representou, em abril, 41,8% da população ocupada. No ano passado eles correspondiam a 40,3% da população ocupada.

Nenhum grupamento de atividade apresentou alteração significativa frente a março. Entretanto, na comparação anual, destaca-se o desempenho do grupamento de Serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, que apresentou crescimento de 4,9%.

No cenário regional, na comparação mensal, os destaques foram: queda de 4,3% no contingente de ocupados no grupamento da Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água, em São Paulo, e a entrada de 23 mil pessoas (aumento de 9,5%) no grupamento dos Serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, em Belo Horizonte.

O rendimento médio real habitual da população ocupada, estimado em R$ 1.012,50, apresentou alta na comparação mensal (0,4%) e na anual (4,7%). Na comparação anual, este é o décimo mês de ganho no rendimento.

TAXA DE DESOCUPAÇÃO

Em abril de 2006, a taxa de desocupação foi estimada em 10,4% para o agregado das seis áreas abrangidas pela pesquisa, mantendo-se estável em relação a março (10,4%). Em relação a abril de 2005 (10,8%), o quadro também foi de estabilidade.
Regionalmente, na comparação com março de 2006, não houve variação significativa em nenhuma das regiões metropolitanas. As taxas foram estimadas em: Recife (16,5%); Salvador (13,4%); Belo Horizonte (9,1%); Rio de Janeiro (8,4%); São Paulo (10,7%) e Porto Alegre (8,3%). Frente a abril de 2005, duas regiões metropolitanas apresentaram alteração neste indicador: Recife (de 13,0% para 16,5%) e, com movimento inverso, Salvador (de 17,0% para 13,4%). Nas demais regiões, o quadro foi de estabilidade.

PESSOAS DESOCUPADAS1 (PD)

A PME registrou estabilidade no contingente de desocupados em ambas as comparações, para o total das seis regiões pesquisadas.

No âmbito regional, na comparação com março de 2006, não houve variação significativa no contingente de desocupados em nenhuma das regiões investigadas. No confronto com abril de 2005, observou-se movimentação em Recife (34,4%) e Salvador (-22,5%). Nas demais regiões, o quadro foi de estabilidade.

Destaca-se que, entre os desocupados, 55,0% eram mulheres; 7,1% tinham de 15 a 17 anos; 37,6% tinham de 18 a 24 anos; 48,3% de 25 a 49 anos e 6,6%, 50 anos ou mais.

Dentre os desocupados, 20,6% estavam em busca do primeiro trabalho e 27,2% eram os principais responsáveis pela família. Em relação ao tempo de procura, 19,3% estavam em busca de trabalho por um período não superior a 30 dias; 48,2%, por um período de 31 dias a 6 meses; 7,7%, por um período de 7 a 11 meses e 24,8% há pelo menos 1 ano.

Em abril de 2003, 39,3% dos desocupados tinham pelo menos o ensino médio concluído; em abril de 2004, o percentual chegou a 43,0%; em abril de 2005, subiu para 47,2% e, na última pesquisa, atingiu 49,3%.

POPULAÇÃO OCUPADA

O contingente de ocupados, estimado em 19,9 milhões em abril de 2006, apresentou estabilidade na comparação com março. Na comparação com abril de 2005, houve alta de 1,4%, ou seja, aumento de 281 mil pessoas.

No recorte regional, na comparação mensal, todas as regiões tiveram estabilidade. No confronto com abril de 2005, houve aumento no número de pessoas ocupadas apenas em Belo Horizonte (4,5%).

Considerando o nível da ocupação2 (50,4%), os resultados apontaram estabilidade, tanto na comparação mensal, como na anual. Em nível regional, na comparação mensal, o quadro foi de estabilidade em todas as regiões. Em relação a abril de 2005, Belo Horizonte apresentou crescimento de 1,1 pontos percentual no nível da ocupação.

Os homens representavam, em abril de 2006, 56,4% da população ocupada, enquanto as mulheres, 43,6%. A população de 25 a 49 anos representava 64,3% do total de ocupados e o percentual de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de estudo era de 51,9%.

O tamanho do empreendimento é outra característica observada pela pesquisa, que estimou em 58,0% a proporção de pessoas trabalhando em empreendimentos com 11 ou mais pessoas. Nos empreendimentos com 6 a 10 pessoas ocupadas, esta proporção era de 6,2%, enquanto naqueles com até 5 pessoas ocupadas, a proporção era de 35,8%.

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