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Identificadas duas pessoas envolvidas no assassinato de Wellington Segura

28.01.2007
 
Identificadas duas pessoas envolvidas no assassinato de Wellington Segura

A Polícia Civil brasileira  identificou no sábado duas pessoas supostamente envolvidas na morte de Welington Rodrigo Segura, de 31 anos, o diretor do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mauá assassinado na noite de sexta-feira (26), segundo G-1 .Wellington morreu após ser atingido por vários tiros de pistola 380 e .40 e de fuzil quando voltava do trabalho, por volta de 19h de sexta-feira (26). Ele dirigia uma Parati branca da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e estava acompanhado da diretora de Recursos Humanos da unidade, Marilene Maria da Silva, de 25 anos.

Eles tiveram o veículo cercado por três bandidos, que estavam numa Parati preta, na Rua Maurílio Ângelo Lorenzini, no Parque Santista, em Mauá. Marilene foi ferida com quatro tiros, mas sobreviveu ao atentado. Ela passou por cirurgia e o estado dela é estável.

O delegado Américo dos Santos Neto, que comanda as investigações, não quis adiantar os nomes dos suspeitos. Além da possibilidade de o crime ter sido praticado a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC), outra hipótese é investigada: vingança planejada por presos do CDP. A informação de um atentado chegou ao diretor por meio de funcionários. Um dia antes da morte, ele chegou a ser seguido por um Tempra não identificado.

Conforme o delegado, Segura era um diretor linha dura. "Ele pecava, talvez, pelo excesso." Essa fama foi confirmada por mulheres de detentos, pegas de surpresa no sábado pela suspensão das visitas.  Houve até um protesto na cadeia, com início de tumulto, logo controlado. Visitas, banhos de sol e entregas de cartas foram suspensas ainda nas Penitenciárias 1 e 2 de Presidente Venceslau. Os servidores paralisaram as atividades em repúdio ao assassinato.

Segura foi enterrado às 17 horas de sábado no Cemitério Municipal de Presidente Prudente. O pai, Wanderley Segura, major da reserva da PM, acompanhou o caixão aos prantos e evitou falar com a imprensa. No entanto, seu irmão, Waldir, afirmou que suspeita de uma ação do crime organizado.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo, Cícero Sarney, relatou que Segura recebia ameaças, supostamente de integrantes do PCC. Segundo ele, agentes penitenciários de todo o Estado farão uma paralisação na próxima semana, impedindo visitas nos presídios do Estado


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