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Brasil: Falam os candidatos à Presidência

22.08.2006
 
Brasil: Falam os candidatos à Presidência

Todos os brasileiros que  são telespectadores das TVs abertas estão a partir de agora entre o canal do noticiário, a novela, seus programas prediletos e o horário eleitoral obrigatório que começou no dia 15, e termina somente em 28 de setembro. E mesmo que a palavra “obrigatória” soe mal, há quem goste de assistir os programas eleitorais.

 No entanto, a grande maioria da população tem verdadeiro pavor e faz qualquer coisa para não ficar em frente ao televisor nos próximos 50 minutos diários. Isso sem levar em conta os amantes do rádio, que podem ouvir os candidatos de suas residências, carros, do trabalho, enfim, de qualquer local onde exista um rádio ligado.

São 50 minutos diários de promessas, propostas, denúncias, em alguns casos, de muita choradeira, cenas explícitas de “puxa-saquismo” e sensacionalismo exagerado. Mas tem gente que gosta, e diz que o horário eleitoral gratuito é necessário, mesmo que pareça repetitivo em todas as suas edições.  Para esta gente representamos  um relatório breve dos discursos dos candidatos .

 
Durante o horário político eleitoral nas rádios, o candidato à reeleição pelo PT voltou a falar no bom desempenho da economia brasileira durante sua gestão. Lula afirmou que a estabilidade econômica e a queda na inflação aumentou o poder de compra dos brasileiros.

Seu programa falou também que as ações do governo levaram a um dos salários mínimos mais elevados nos últimos quarenta anos.

Por fim, listou cortes nos impostos que contribuíram para a melhoria nas condições do consumo do brasileiro como a diminuição dos tributos impostos a produtos como arroz, feijão e farinha de trigo, além de cortes em taxas de cimento e outros produtos da cesta básica da construção.

“O brasileiro está podendo comprar mais agora. O País está crescendo, mas pode avançar muito mais se os brasileiros me derem a chance de um novo mandato”, afirmou Lula.

Já o programa de Geraldo Alckmin, do PSDB, deu destaque aos problemas viários brasileiros. O candidato se comprometeu a melhorar as condições das estradas brasileiras e dirigiu uma mensagem aos caminhoneiros do País, que enfrentam toda sorte de dificuldades nas estradas mal-conservadas do Brasil.

Seu programa mencionou ainda que uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trasnportes – CNT concluiu que das dez melhores estradas brasileiras, 9 estão no Estado de São Paulo.

Prometeu ainda um plano de obras abrangendo estradas e ferrovias, além de investimentos em saneamento básico. Alckmin aproveitou para criticar o último ciclo de obras feitas nas estradas brasileiras, a chamada operação ‘Tapa-Buraco’, o que caracterizou como um “maquiamento”.

“Com os impostos, o governo já tem os recursos necessários para a melhoria nas condições das estradas sem precisar onerar o contribuinte. É só aplicar estes recursos em vez de ficar ajuntando capital para o caixa do governo”, disse Alckmin.

A candidata do PSOL, a senadora Heloísa Helena, foi mais genérica e prometeu gerar emprego, educação, saúde, habitação e segurança, mas não deu detalhes de como pretende fazer isso.

"Quero ser presidenta para cuidar de nossas crianças, proteger nossos jovens, defender nossos idosos e para honrar o nosso povo brasileiro", disse a senadora.

O candidato Luciano Bivar, do PSL, afirmou que reduzirá a carga tributária no país com a adoção do imposto único.

José Maria Eymael, do PSDC, disse que enfrentará "todas as formas de violência e de corrupção", mas também não deu detalhes sobre como pretende fazer isso.

O PCO encerrou o horário reservado aos candidatos à Presidência protestando contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de cancelar o registro da candidatura de Rui Pimenta.

Reuters, agências de notícias




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