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Resolução da 2ª Convenção Paulista de Solidariedade a Cuba

20.05.2008
 
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Resolução da 2ª Convenção Paulista de Solidariedade a Cuba

De acordo com a 2ª Convenção Paulista de Solidariedade a Cuba, realizada no dia 10 de maio de 2008 no Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo, com a presença de mais de 200 pessoas de cerca de 60 entidades, ratificamos que os trabalhos do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba (MPSC) se pautam pelos seguintes eixos norteadores:

1) Apoio à Revolução Cubana

A Revolução Cubana, vitoriosa em 1 de janeiro de 1959, foi um dos grandes acontecimentos do século 20.

Sepultou um período sombrio na história do povo cubano e lançou o país no caminho do progresso social. Foi e é, pela força do exemplo, cujo ensinamento maior é o de que o imperialismo não é invencível, fonte de inspiração para todos os povos caribenhos e latino-americanos.

Transcorrido quase meio século, constatamos que a Revolução Cubana se mantém fiel a seus princípios e ideais de justiça social, igualdade, liberdade, soberania e independência nacional.

2) Contra o bloqueio econômico e a favor da ALBA

O bloqueio que os Estados Unidos movem contra Cuba, já há quase 47 anos, é uma das mais ignóbeis e brutais manifestações da tentativa do imperialismo de sufocar o povo cubano e quebrantar sua vontade. Seu objetivo fundamental é a destruição das conquistas sociais do povo cubano e a desestabilização do país. O bloqueio a Cuba é parte essencial da política agressiva dos Estados Unidos desde 1959. Já provocou danos econômicos da ordem de 86 bilhões e 108 milhões de dólares. O Plano Bush intensificou o bloqueio econômico criminoso a Cuba.

Não obstante, o povo e o governo cubanos mantêm-se firmes em seu propósito de seguir adiante no caminho que escolheram. Como movimento de solidariedade a Cuba, lutaremos contra o bloqueio econômico, contra as tentativas de isolamento diplomático e político do país e pela integração econômica e cultural de Cuba no ambiente latino-americano. Lutaremos sempre para que o governo brasileiro mantenha relações econômicas, comerciais, políticas, diplomáticas e culturais normais com Cuba.

Nesse cenário, surge a ALBA como alternativa de integração não apenas econômica, mas também social, entre os povos da América. Aprofundar a integração entre os povos, divulgando o projeto da ALBA, é um instrumento que auxiliará na luta contra o bloqueio.

3) Luta contra a ingerência dos EUA em Cuba

Com um discurso hipócrita de “promover a democracia” e os “direitos humanos”, os Estados Unidos movem uma diuturna campanha de desestabilização do governo cubano. A intentona intervencionista chega ao nível em que a Administração Bush elaborou um “plano de contingência por uma Cuba livre”, no qual estão discriminadas medidas de natureza política, econômica e administrativa para a organização do “regime democrático” em Cuba.

Atualmente, está em curso uma escalada na agressividade estadunidense contra Cuba. É real o perigo de uma intervenção e até mesmo de ataque militar. Cuba vive um momento especial, em que seu povo se mantém vigilante e mobilizado para defender suas conquistas ameaçadas pelo império.

O Movimento de Solidariedade a Cuba lutará contra a ingerência estadunidense nos assuntos internos de Cuba, denunciando-a como uma expressão da política imperialista de desrespeito ao princípio básico do direito internacional que é a autodeterminação das nações.

4) Pela Libertação dos 5 Patriotas, heróis cubanos, prisioneiros do Império

Em 1998 o famigerado FBI prendeu cinco cubanos radicados em território estadunidense sob acusação de espionagem a serviço do governo cubano. Em dezembro de 2001 foram condenados a pesadas penas por um tribunal de Miami. Gerardo Hernandez a duas penas de prisão perpétua e mais 15 anos de prisão; Ramon Labañino a uma prisão perpétua e mais 18 anos de prisão; Fernando Gonzalez a 19 anos de prisão; René González a 15 anos de prisão e Antonio Guerrero à prisão perpétua e mais 10 anos de prisão.

Esses cinco patriotas cubanos foram presos e condenados porque dedicaram suas vidas a prevenir a repetição de atentados, sabotagens e outros atos criminosos e terroristas que eram organizados contra Cuba a partir de Miami, valhacouto (abrigo) da contra-revolução anti-cubana. A sua libertação é um ato de justiça.

Juntamos nossas vozes às daqueles que em todo o mundo lutam para que sejam anuladas as injustas condenações e os cinco heróis cubanos reconquistem sua liberdade.

5) Contra o terrorismo, pela extradição de Posada Carrilles

Nós, do movimento brasileiro de solidariedade a Cuba não reconhecemos autoridade moral no governo dos EUA para acusar quem quer que seja de terrorismo, uma vez que eles próprios protegem e albergam em seu território terroristas da espécie de Posada Carrilles (acusado, entre outros crimes, de planejar a explosão do avião da Cubana de Aviación, em 1976, que resultou em 73 mortes).

Os Estados Unidos cometem todo tipo de ações terroristas e violações aos direitos humanos. Utilizam a base de Guantânamo, que ocupam ilegalmente em território cubano, para praticar torturas a prisioneiros políticos capturados nas guerras ao Afeganistão e ao Iraque e em ouras ações policiais dos serviços secretos estadunidenses pelo mundo. Lutamos para que sejam julgados e condenados os terroristas a serviço dos Estados Unidos que perpetraram atos de banditismo contra Cuba. E que no caso de Posada Carrilles, seja extraditado para a Venezuela, onde há processo aberto contra esse conotado terrorista.

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