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Sede do Cimi no Acre é arrombada pela sexta vez

15.05.2019
 
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Sede do Cimi no Acre é arrombada pela sexta vez e dirigentes acreditam em crime de intimidação

 

Faca com a qual a coordenadora teria sido ameaçada durante a invasão./ Foto: Reprodução

 

Até hoje nenhum culpado foi apontado pela polícia

 

Por Amyra El Khalili

Coincidentemente (mas não surpreendentemente!) após publicarmos em diversas mídias a "Carta dos Povos Indígenas do Acre e Sul do Amazonas sem Terra Demarcada Para os governos que apoiam projetos de mercantilização da natureza no estado do Acre e Sul do Amazonas", a sede do Cimi Amazônia Ocidental foi arrombada.

Causa estranheza que, pela sexta vez, os missionários e lideranças indígenas sejam alvejados com intimidações e ameaças como essa demonstração de covardia ocorrida neste domingo, dia 12.

Enquanto os que servem aos interesses "espúrios das finanças" escrevem ameaças, intimidações, calúnias e difamações nas areias dos desertos, nós os (as) aliados  e amigos (as)  dos  "legítimos"  defensores das justas causas, denunciamos e registramos "nas consciências"  as manobras destes criminosos.

 

Eis a matéria por Lamlid Nobre, do Continet (13 de maio de 2019):

 

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Os dirigentes do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), voltaram a denunciar, por meio do blog pessoal de um dos coordenadores da entidade, Lindomar Padilha, mais uma invasão à sede da Regional da Amazônia Ocidental, em Rio Branco. Seria a sexta vez, desde 2014, quando aconteceu o primeiro arrombamento. Para ele, trata-se de crime de intimidação, segundo post publicado neste domingo (12).

"Estranhamos que dois dias depois de um grupo de indígenas publicarem uma carta denunciando os programas de REDD, REM e PSA, solicitando inclusive a imediata suspensão desses projetos e contratos, mais uma vez, a sede Regional do Cimi seja invadida e a coordenadora seja ameaçada de forma clara e inequívoca com uma faca depositada sobre sua mesa.", escreveu Padilha.

Ainda segundo ele, "o fato coincide com o crescimento de ameaças e intimidações contra missionárias e missionários do Regional, cuja sede fica na cidade de Rio Branco, estado do Acre.", afirmou.

Padilha escreveu também que considera estranho o fato de que, apesar das denúncias e registros de Boletins de Ocorrência, até hoje nenhum culpado tenha sido apontado pela Polícia. "Todas as vezes que a sede do Cimi foi invadida, foram prestadas queixas que geraram boletins de ocorrências sem, contudo, ter sido tomada qualquer providência por parte das autoridades. Evidentemente não estamos acusando ninguém, até pela ausência de provas, que cabe à investigação apresentá-las, mas consideramos muito estranho que a polícia não dê nenhuma explicação ao Cimi mas o faça a outras organizações.", reitera.

Ao final, escreveu que esperam a devida apuração. "Não podemos mais viver sobre tensão e ameaças. Seguiremos denunciando os desmandos e ataques aos povos indígenas e denunciando ainda as ameaças e amedrontamentos contra membros do Cimi Acre e contra outras pessoas sensíveis às causas sociais e à causa indígena em especial.", ressaltou.

 


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