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Brasil: Regiões de Influência das Cidades

13.10.2008
 
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A área de Imperatriz passa a ligar-se com São Luís, e não mais com Belém. Recife tem sua influência reduzida, perdendo a área o Piauí para Teresina, e passando a dividir a rede de Natal com Fortaleza. O alcance de Fortaleza amplia-se tanto a leste, por Natal, como pela expansão das redes de São Luís e de Teresina. Florianópolis assume o controle de quase toda Santa Catarina (exceto da rede de Joinville, no norte, ligada a Curitiba) e passa a ter dupla vinculação: com Curitiba e com Porto Alegre.

No Centro-Oeste e Norte, as atividades de comércio e serviços concentram-se nas capitais

Em 5.275 unidades territoriais pesquisadas, 23 centros estão na classe 1 do comércio, enquanto apenas São Paulo e Rio de Janeiro estão na classe 1 dos serviços. Os estados do Sudeste destacam-se na diversidade de oferta de comércio e serviços, especialmente São Paulo. O setor também é relevante no Sul.

Já no Centro-Oeste e Norte, comércio e serviços concentram-se nas áreas de maior densidade populacional e nas capitais. A região Nordeste apresenta duas dinâmicas distintas, uma do interior, outra do litoral, especificamente das capitais, tanto para o comércio quanto para os serviços. A rede urbana dessa região é fortemente comandada pelas capitais dos estados, apoiada em poucos centros no interior, como os de Campina Grande (PB), Juazeiro-Petrolina (BA-PE), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Juazeiro do Norte-Crato-Barbalha (CE), Feira de Santana, Ilhéus-Itabuna e Vitória da Conquista (BA).

Mais de 40% dos municípios brasileiros contavam com apenas um banco em 2004

Existem 2.391 cidades que contam com apenas um banco. Das cinqüenta maiores instituições financeiras por ativo total (Bacen, 2004), 32 têm sede em São Paulo, quatro estão em Brasília, três no Rio de Janeiro, duas em Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre, e uma em Belém, Salvador, Vitória, Curitiba e Florianópolis. No Sudeste e no Sul estão os maiores bancos privados de capital nacional ou estrangeiro, enquanto nas demais regiões predominam instituições oficiais, federais e estaduais.

São Paulo ocupa o primeiro nível, seguido pelo Rio e por Brasília, no segundo nível. No terceiro nível, destacam-se Belo Horizonte, Curitiba, Campinas e Porto Alegre e, no Nordeste – Fortaleza, Recife e Salvador. O quarto nível, o último em que estão maciçamente presentes todos os bancos de atuação nacional e de significativo número de outras instituições, inclui a maior parte das demais capitais estaduais, as demais subáreas de concentração de população que constituem a área de São Paulo, e tradicionais capitais regionais do centro-sul, a exemplo de Juiz de Fora, Uberlândia, São José do Rio Preto, Londrina, Maringá, Joinville, Pelotas-Rio Grande, bem como centros do porte de Santa Cruz do Sul e Rio Verde.

Ensino de graduação no RJ está concentrado na capital enquanto em MG está distribuído pelo interior

Em 2004, havia cursos de graduação em 1.261 centros, atendendo a um total de 4,1 milhões de alunos matriculados, em 18.644 cursos distribuídos por áreas do conhecimento: Agricultura e Veterinária; Ciências Sociais, Negócios e Direito; Ciências; Matemática e Computação; Educação; Engenharia, Produção e Construção; Humanidades e Artes; Programas ou Cursos Gerais; Saúde e Bem-Estar Social; e Serviços.

Foram identificados dois centros no primeiro nível (São Paulo e Rio de Janeiro) e nove no segundo nível (oito capitais e a área de Campinas). Em 2004, São Paulo tinha 1,1 milhão de matrículas no ensino de graduação (53,8% na capital e o restante no interior do estado), Rio de Janeiro tinha 444 mil matrículas (84,1% na capital) e Minas Gerais, 421 mil matrículas (35% na capital).

Apesar de ser um centro de primeiro nível, Rio de Janeiro tem o ensino de graduação muito concentrado na capital. No Nordeste e no Norte, pode-se destacar a grande quantidade de pequenos municípios do interior que contam com cursos superiores nos estados do Tocantins, Maranhão, Bahia, Amazonas e Pará. Como contraponto, Amapá e Roraima mostram um sistema de ensino superior ainda acanhado.

Capitais concentram cerca de 70% dos cursos de pós-graduação

Ao final de 2005, havia 3.325 cursos de pós-graduação strictu sensu , repartidos entre cursos de mestrado, mestrado profissional e doutorado. Os cursos eram encontrados em apenas 109 centros, revelando a concentração do sistema brasileiro de pós-graduação. Chama atenção a enorme disparidade entre os números de cursos por grande região, com a região Sudeste (1.880) superando em muito a Região Sul (638).

Há cursos no interior, apesar de eles ainda se encontrarem, em sua maioria, nas capitais dos estados. As 27 capitais oferecem 2.284 cursos (68,7%), enquanto os 82 centros do interior compreendem 1.041 (ou 31,3%). Fora das regiões Sudeste e Sul, o papel concentrador das capitais é ainda mais marcante. No Norte (112 cursos), Belém e Manaus destacam-se claramente em relação às demais capitais.

Grandes centros regionais tradicionais destacam-se na área de saúde

Em relação aos serviços de saúde, destacam-se São Paulo e Rio de Janeiro. O segundo e o terceiro níveis correspondem aos centros capazes de prestar atendimento mais complexo, distinguindo-se entre si pelo tamanho. No segundo, estão as áreas das maiores capitais estaduais: Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Salvador, Belém e Manaus, bem como Brasília e Campinas. No terceiro nível, além de dez capitais estaduais (Vitória, João Pessoa, Cuiabá, Campo Grande, Maceió, Teresina, São Luís, Natal, Aracaju e Florianópolis) destacam-se grandes centros regionais tradicionais, como Campina Grande, Juiz de Fora, Uberlândia, Ribeirão Preto e Londrina, entre outros.

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