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Brasil: Indústria em crescimento

11.07.2007
 
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Pará

Em maio, a indústria do Pará cresceu 2,5% frente a abril, na série livre dos efeitos sazonais, após recuar por três meses consecutivos, período em que acumulou uma perda de 3,8%. Ainda na série ajustada, o índice de média móvel trimestral mostra ligeira variação positiva (0,3%) entre os trimestres encerrados em abril e maio.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial avançou 1,3%. Nos indicadores para períodos mais abrangentes, tanto o acumulado no ano como o acumulado nos últimos doze meses apresentaram expansão de 4,4% e 10,5%, respectivamente.

No indicador mensal, o incremento de 1,3% teve como principal determinante o desempenho da indústria extrativa (6,0%), impulsionada sobretudo pela extração de minérios de ferro e de alumínio, uma vez que a indústria de transformação prossegue mostrando queda (-2,6%). Nesta última, o impacto negativo mais relevante veio de alimentos e bebidas (-9,7%) pressionado, principalmente, pelo recuo no item crustáceos congelados.

O crescimento de 4,4%, no indicador acumulado no ano, está apoiado principalmente no avanço de dois dígitos da indústria extrativa (10,7%) e, em menor escala, no desempenho da metalurgia básica (6,4%). Nestes setores, sobressaem produtos tipicamente de exportação: minérios de ferro e óxido de alumínio. Em sentido contrário, as principais pressões negativas vieram de alimentos e bebidas (-9,8%) e de celulose e papel (-12,1%), que apontaram recuo na produção, sobretudo, de crustáceos congelados e de celulose.

Nordeste

Em maio, a indústria do Nordeste apresentou crescimento de 3,0% em relação a abril, na série livre dos efeitos sazonais, após três meses de resultados negativos, período em que acumulou perda de 3,0%. Com estes resultados, o índice de média móvel trimestral ficou praticamente estável (0,1%) entre os trimestres encerrados em abril e maio.

Na comparação com igual mês do ano anterior a indústria nordestina aponta crescimento de 2,9%. Também apresentaram avanços os indicadores acumulados no ano e nos últimos doze meses, com taxas de 1,9% e 2,6%, respectivamente.

No indicador mensal, o acréscimo de 2,9% da indústria nordestina está apoiado, sobretudo, no desempenho de alimentos e bebidas (15,5%), no qual destacam-se os itens amendoim e castanha de caju torrados e refrigerantes. Também cabe mencionar as contribuições positivas vindas de têxtil (4,6%) e de metalurgia básica (4,7%). Nestes segmentos, os principais impactos positivos foram assinalados por toalhas de banho, e tecidos de algodão; e alumínio não ligado em formas brutas. Entre os cinco ramos que apontam queda na produção, celulose e papel (-9,7%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-15,2%) exerceram as pressões negativas mais relevantes, pressionados em grande parte pelos recuos na produção de celulose; eletrodos e escovas de carvão, e transformadores, respectivamente.

No indicador acumulado no período janeiro-maio, o aumento de 1,9% também está apoiado na performance da indústria de alimentos e bebidas (10,4%), que apresentou avanço na maior parte dos produtos pesquisados, principalmente nos itens: açúcar cristal, farinhas e pellets de soja, e refrigerantes. Também tiveram influência positiva significativa na média da indústria minerais não-metálicos (7,2%) e produtos químicos (1,6%). Em sentido contrário, as maiores pressões negativas foram observadas em refino de petróleo e produção de álcool (-2,9%) e celulose e papel (-6,1%). Nestes segmentos, sobressaem os recuos na produção de óleo diesel e de celulose.

Ceará

Em maio, a produção industrial do Ceará ajustada sazonalmente cresceu 3,4% em relação ao mês imediatamente anterior, após dois meses seguidos de queda, quando acumulou perda de 2,2%. O índice de média móvel trimestral mostra ligeiro acréscimo (0,4%) entre os trimestres encerrados em abril e maio.

Na comparação com igual mês do ano anterior, a produção industrial cearense apontou incremento de 4,8%, enquanto o indicador acumulado no ano ficou estável (0,0%) frente a igual período do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos doze meses (5,3%) mantém ritmo praticamente estável nos últimos três meses.

No indicador mensal, a indústria cearense apresentou crescimento de 4,8%, com expansão em seis dos dez setores pesquisados. O maior impacto positivo veio de alimentos e bebidas (19,3%), por conta do aumento na produção de amendoim e castanhas de caju torrados, e refrigerantes. Vale citar ainda as contribuições positivas observadas em vestuário (20,5%), em função da maior fabricação de camisas de malha de uso masculino; e calça, bermudas e semelhantes de uso feminino; e produtos químicos (13,5%), devido ao aumento na produção de tintas e vernizes para construção. Por outro lado, as principais pressões negativas foram assinaladas por refino de petróleo e produção de álcool (-38,5%); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-23,7%), por conta, respectivamente, da queda na fabricação de gasolina e de transformadores.

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