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Como fazer parar ataques contra os policías no Brasil?

11.07.2006
 
Como fazer parar ataques contra os policías no Brasil?

 As Fontes oficiais do Estado de São Paulo divulgaram esta segunda- feira a informação a serem assassinados quatro policías durante ataques criminosos no fim da semana .


Uma das mortes decorreu domingo em Heliópolis, na zona Sul de São Paulo, com um polícia, de 34 anos, a ser atingido por vários tiros, próximo da sua casa quando regressava do trabalho.

 A mais recente onda de ataques iniciou-se depois de a Polícia de São Paulo ter morto a tiro, durante uma operação especial, 13 pessoas supostamente ligadas ao Primeiro Comando da Capital ( PCC), no dia 26 de Junho.


Desde o início de junho, já foram assassinados sete guardas prisionais, elevando para 33 o número total de mortos apenas neste ano em todo o Estado de São Paulo, já incluídas as vítimas registadas em Maio.

 Na entevista à imprensa na noite desta segunda–feira os altos dirigentes da Segurança Pública(Saulo Abreu) e da Administração Peninteciária (Antônio Ferreira Pinto) anunciaram que o Governo adotará medidas sigilosas para fazer parar a onda da violência no Estado de São Paulo.

  As medidas consistem em  abertura de uma linha telefônica exclusiva para o recebimento de denúncias que possam levar aos criminosos responsáveis pelas mortes de agentes penitenciários e de Centros de Detenção Provisória (CDP) de São Paulo. Serão feitas reuniões com o sindicato da categoria para estreitar as relações e aumentar o fluxo de informação.

“Os agentes receberão orientação e buscaremos a aproximação com as secretarias. Vamos colocar em prática um sistema de ações que o crime não pode ouvir. Em nenhum momento abdicamos da nossa autoridade de segurança no Estado de São Paulo e não vamos abdicar agora”, salientou Saulo.

No domingo, durante a cerimônia de comemoração de 9 de Julho, marco da Revolução Constitucionalista de 1932, o secretário havia afirmado que o conjunto de medidas consistia em um “esquema de proteção, acompanhamento e monitoramento dos agentes”, denominado “linha vermelha”. Hoje, ele não divulgou quais medidas são estas e quando elas serão realizadas.

Sobre a oferta do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de que forças nacionais ajudem no combate ao crime organizado em São Paulo, Saulo foi categórico: “não há como recusar algo que nem existe”. Segundo Saulo, muitos dos homens que foram treinados, em 2003, para participar da força federal, já se aposentaram, morreram, foram promovidos e não repostos.

Na época,o governo brasileiro estimou ter treinado 6 mil homens. De acordo com o secretário, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, diz dispor hoje de 3 mil homens para atuar em força-tarefa deste tipo.

“O governo federal deve agir principalmente de três formas na segurança pública: repasse de recursos, legislação e inteligência. Nenhuma destas três coisas funciona bem no Brasil. Esperamos a ajuda deles neste sentido. Uma força nacional jamais funcionará porque não tem estratégia. É algo muito anunciado mas que não existe de verdade”, criticou o secretário.


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