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O Neobabilônico Moro Agoniza

10.10.2019
 
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O Neobabilônico Moro Agoniza 

 

O futuro está muito mais nas mãos dos progressistas brasileiros, do que estes mesmos têm ponderado. O destino quis que a cabeça nada virtuosa do juizeco safado e desmoralizado, hoje 'super-ministro' nocauteado, fosse entregue em uma bandeja à esquerda. Saberá esta enterrar, de uma vez por todas, o justiceiro minotauro - corpo de homem, sótão de besta - da história? 

 

Desesperar, jamais / Aprendemos muito nestes anos / Afinal de contas, não tem cabimento / Entregar o jogo no primeiro tempo / Nada de correr da raia, nada de morrer na praia / Nada, nada, nada de esquecer / Do balanço de perdas e danos / Já tivemos muitos desenganos / Já tivemos muito que chorar / Mas agora acho que chegou a hora de fazer valer o dito popular /  Desesperar, jamais / Cutucou por baixo, o de cima cai / Desesperar, jamais / Cutucou com jeito, não levanta mais / Desesperar, jamais. (Ivan Lins e Vitor Martins)

Edu Montesanti

  

  

Outrora jorrando arrogância que fluía livre, soberana e sarcasticamente do chafariz do cúmulo da ignorância neocolonial sob olhar perplexo de quem, embora já "jogado a toalha", sempre tivesse tido plena consciencia do que estava por trás do safado juizeco e suas pirotecnias jurídicas, este hoje se resume à  deprimente atualização do gigante com pés de barro babilônico, versão tupiniquim.

 

A cabeça do Minotauro já ruiu, na bandeja frequinha, agonizando enquanto aguarda o leilão: quem terá mais garrafa vazia para vender? 

 

Embalsamada pelos neofascistas, o que de melhor sabem fazer e nada têm a oferecer a não ser mediocridade, individualismo, acumulação, manipulação, agressividade, dominação e muita mentira? 

 

Ou extirpada, enterrada de uma vez por todas por quem possui esperanca, senso critico, solidariedade, valores e sonhos de um futuro mais justo, ideias de um possível País menos desigual, discriminador e violento?

 

O patético super-herói criado por uma velha e envelhecida mídia sabidamente de imbecilização em massa, irregeneravelmente subserviente ao Norte que norteia sua morte, de quem cata as migalhas; criadora de falsos icones, hoje o outrora gigante, apenas uma amarga memória. 

 

Deu lugar a um decadente usurpador do poder que já "enxerga embaçado". As indecentes cores da fanfarronice midiático-judidicária deram lugar ao cinza. O aspecto, a voz do Soberbo que se julgava o dono de uma Nação, julgava-se no direito de julgar acima da lei, deixam muito nítida essa sensação. 

 

Remorso mata. Porém, psicopatas como Sérgio Moro, ridículo (ex-?) super-herói das classes dominantes brasileiras, desconhecem tal sentimento. Frio, impiedoso, implacável. Melancolico à imagem e semelhanca dos segmentos sociais que representa.

 

Eis que as ilusórias cores dos porões do poder têm sido desmoronadas por uma avalanche de lama, desmoralização mundial. Ele está visivelmente acuado.

 

Ele ruiu! Se na antiquíssima Babilônia de Nabucodonosor da escrita cuneiforme o gigante com pés de barro implodiu, hoje o corajoso e determinado Daniel da Neobabilônia tropical, desgovernada por um ex-capitão que assombra o mundo pela ignorancia e truculencia, apoia-se confiante na relativa revolução da informação através da Internet para desmascarar uma das maiores mentiras da história do Brasil, até tempos não muito remotos travestida de maior operação anti-corrupção brasileira.

 

Um valente Greenwald, uns tantos apertoes de botoes com uma boa dose de brios. Um jornalista que entende e vive a profissão como missão social, e o que parecia já impossível aconteceu: ele implodiu! 

 

Quem diria? Ele caiu! E junto, uma série de velhos cancros malignos da Nação - beatos, neobeatos, politiqueiros golpistas travestidos de comunicadores "profissionais", impostores dos mais diversos segmentos.

 

Eles estão, todos, acuados. Como efeito dominó, um a um rolando pela rampa da vergonha, da covardia, provavelmente saindo pela porta dos fundos da história.

 

Pois como essa cabeça vai rolar, é uma questão de tempo e de como as forças se enfrentarão daqui em diante. 

 

Meios não faltam a nenhum dos dois lados. Aquele que até tempos nada remotos aparentava mais frágil, hoje tem o mundo ao seu lado. Dentro de casa, os estilhaços deste gigante com pés de barro praticamente em suas mãos - Glenn, que acabou não sendo deportado pelo Rato-Mor, assegura que vem mais estilhaço pela frente.

 

Os ratos já pulam do navio neobabilônico. Um querendo fugir do outro, e muitos do Rato-Mor Moro - o de esgoto. Oportunisticamente, reconhecem até o mais recente golpe como tentativa de salvar a encardida pele politiqueira mais baixa. 

 

Desde as vésperas do golpe parlamentar contra a ex-presidente Dilma Rousseff, setores progressistas prometem resistência. Passaram-se mais de três anos já, e a porteira do País se escancarou à Besta Nazista.  

 

Ainda assim, como poucas vezes na história o vento sopra favoravelmente, à esquerda. Quis o destino que a cabeca do Minotauro que tanto oprimiu, tantos danos causou aos mais desabrigados e a um ex-presidente contra quem não há provas de nenhum crime, tenha sido entregue como que um presente. Em uma bandeja, aos que sonham.

 

Impotente, a cabeça do dito-cujo insiste em rolar, à esquerda. À direita, tensão, gritaria e até  pranto.

 

Saberão os que sonham com um pais equanime, a esquerda de verdade, chutar de sua história a decadente, já moribunda cabeca de Sérgio Moro para as portas do fundo da história? 

 

De quem será a versão final a ser contada desta história de vergonha e covardia que o País atravessa? Ela sera minimizada e maquiada? De novo?

 

Mais retrocesso ou rompimento definitivo com a corja neofascista: as respostas por virem, determinarão radicalmente os rumos do Brasil.

 

E, ao contrário do perpétuo imaginário predominante à esquerda, para muito além de resultados eleitorais.

 

Resultados eleitorais que insistem em ser a unica prioridade, "projeto" exclusivo de uma esquerda que, tomara desta vez, acorde e triunfe de verdade assumindo seu protagonismo na história do Brasil, formando cidadãos na acepção do termo e alterando as relações de poder.

 

Outro Brasil e possível. Moro nunca mais, imprescindível.

 


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