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Brasil: Cresce produção industrial

10.05.2006
 
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O indicador acumulado nos últimos 12 meses (1,6%) interrompeu a trajetória descendente iniciada em maio de 2005 (8,4%).

Ceará

A produção industrial em março cresceu 12,3% frente a igual mês do ano anterior; 10,3% no acumulado no primeiro trimestre; mas registrou queda de -0,3% no acumulado nos últimos 12 meses.

Para a formação da taxa de 12,3%, terceiro crescimento consecutivo, influenciaram positivamente seis dos dez setores pesquisados. As principais contribuições vieram da indústria têxtil (28,0%) e de refino de petróleo e produção de álcool (91,5%). Por outro lado, as maiores pressões negativas vieram de vestuário (-18,7%) e calçados e artigos de couro (-5,3%).

A crescer 10,3% no primeiro trimestre de 2006, a indústria cearense inverteu a retração registrada no último trimestre de 2005 (-7,9%), com a contribuição de oito dos dez ramos pesquisados e destaque para a indústria têxtil (de -19,1% para 13,1%) e calçados e artigos de couro (de -18,9% para 5,6%).

O avanço no três primeiros meses do ano refletiu as taxas positivas de oito das dez atividades investigadas. Entre as que cresceram, destacaram-se as seguintes: têxtil (13,1%); refino de petróleo e produção de álcool (47,5%); e produtos químicos (46,5%). Os impactos negativos mais relevantes vieram de vestuário (-18,8%) e de minerais não-metálicos (-16,3%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses prosseguiu negativo, mas com desaceleração no ritmo de queda, tendo passado de -1,3% para -0,3% entre fevereiro e março.

Pernambuco

Em março, a indústria cresceu 3,9% em relação a igual mês de 2005; 3,2% no primeiro trimestre do ano; e 2,9% no acumulado nos últimos 12 meses.

O avanço de 3,9% foi o quinto crescimento consecutivo, com resultados positivos em 8 das 11 atividades pesquisadas, e a principal influência vindo de borracha e plástico (54,5%). Vale citar também o bom desempenho de alimentos e bebidas (5,2%) e de minerais não-metálicos (21,4%). As maiores perdas vieram de produtos químicos (-13,4%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-74,1%).

A perda de dinamismo na passagem do último trimestre de 2005 (6,1%) para o primeiro de 2006 (3,2%) refletiu sobretudo a desaceleração no ritmo de crescimento em alimentos e bebidas, atividade de maior peso na estrutura industrial pernambucana, que passou de 10,0% para 6,4%; e a intensificação da queda em produtos químicos (de -3,4% para -16,2%).

O crescimento (3,2%) no primeiro trimestre se refletiu em 7 dos 11 setores fabris. O maiores impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (6,4%) e de metalurgia básica (15,2%). As principais perdas ocorreram em produtos químicos (-16,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (-42,7%).

Houve ligeira desaceleração no acumulado nos últimos 12 meses entre fevereiro (2,5%) e março (2,9%).

Bahia

Em março, a produção industrial avançou 5,9% em relação ao mesmo mês do ano passado; registrou 6,6% no primeiro trimestre de 2006; e 4,8% no acumulado nos últimos 12 meses.

O indicador mensal (5,9%) foi o nono resultado positivo consecutivo, com sete das nove atividades pesquisadas em expansão. O principal destaque positivo veio de celulose e papel (27,6%). Vale citar ainda refino de petróleo e produção de álcool (8,0%) e metalurgia básica (7,8%). Por outro lado, as maiores pressões negativas vieram de veículos automotores (-11,8%) e da indústria extrativa (-1,0%).

O crescimento no primeiro trimestre (6,6%) foi superior ao do último trimestre de 2005 (4,2%) devido principalmente ao desempenho favorável dos dois setores de maior peso na indústria baiana: refino de petróleo e produção de álcool (de -3,3% para 11,1%); e produtos químicos (de -4,1% para 0,8%). O indicador trimestral se beneficiou de taxas positivas em sete dos nove segmentos investigados. As principais influências positivas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (11,1%) e de celulose e papel (33,1%). As principais retrações ocorreram em alimentos e bebidas (-3,0%) e veículos automotores (-9,2%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses manteve a aceleração, ao crescer 4,8% em março contra 4,3% de fevereiro.

Minas Gerais

A produção industrial teve, em março, crescimento de 7,3% na comparação com igual mês de 2005 - o 32º resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto. Houve expansão de 6,5% no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2005; e de 6,2% no acumulado nos últimos 12 meses.

O crescimento mensal (7,3%) teve como base expansão tanto a indústria de transformação (6,3%) como a extrativa (13,6%). Nesta última, sobressaiu o aumento na produção de minérios de ferro. Na indústria de transformação, 11 das 12 atividades tiveram acréscimo, com veículos automotores (9,1%), alimentos (9,4%) e máquinas e equipamentos (30,3%) exercendo as maiores contribuições positivas. A única influência negativa veio de refino de petróleo e produção de álcool (-4,3%).

A taxa de 6,5% no primeiro trimestre indicou aceleração na expansão da produção, já que foi superior aos 4,9% do quarto trimestre de 2005. Essa aceleração ocorreu em 9 dos 13 setores pesquisados, com destaque para produtos químicos (de -11,3% para 2,2%) e veículos (de 6,3% para 11,9%).

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