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Desemprego é o menor desde 2002 e rendimento está em alta

01.02.2011
 

O mercado de trabalho brasileiro está em crescimento e tende à formalização, como demonstra os dados oficiais de 2010, divulgados nesta quinta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa média de desemprego em 2010 foi de 6,7%, a menor desde 2002. Em 2009, foi de 8,1%.

Os salários também estão subindo. O rendimento médio real dos trabalhadores em 2010 foi o maior desde 2003: R$ 1.490,61 - 19,0% mais do que em 2003. A proporção dos empregados com carteira assinada no setor privado passou de 44,7% em 2009 para 46,3% em 2010. E os trabalhadores estão cada vez mais preparados. O contingente de empregados com 11 anos ou mais de estudo foi de 59,2%, em 2010; depois de ter sido 57,5%, em 2009, e 46,7% em 2003.

A participação das mulheres no mercado também aumentou, passando de 43,0% em 2003 para 45,3% em 2010.

Dieese

Também divulgados nesta quinta-feira, os números da pesquisa feita pela Fundação Sistema Estadual de Análise de dados (Fundação Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) corroboram a tendência mostrada pelo IBGE - apesar da base geográfica e conceito de desemprego diferentes.

Segundo o estudo, nas sete regiões metropolitanas pesquisadas, a taxa média de desemprego caiu de 14% em 2009 para 11,9% em 2010. O total de desempregados estimados em 2,620 milhões teve redução de 418 mil em relação ao ano anterior. No período foram gerados 765 mil ocupações e 347 mil pessoas ingressaram no mercado.

Em números absolutos, o setor de serviços foi o que mais gerou novas vagas (375 mil, 3,7% mais do

que em 2009), seguida pela indústria (191 mil postos e alta de 6,8%), comércio (132 mil, alta de 4,3%) e construção civil (95 mil e alta de 8,2%). "Desde 2004, a criação de postos de trabalho tem sido maior do que a entrada de pessoas no mercado de trabalho. Isso tem refletido em queda do desemprego, o que foi mais marcante ainda em 2010", diz o economista Sérgio Mendonça, coordenador da pesquisa pelo Dieese.

Face humana dos números

Mulher, com carteira assinada e rendimento em alta. A vida profissional da soldadora Cintia Gonçalves de Souza, que deixou de ser vendedora autônoma para construir navios em Pernambuco, exemplifica os números do IBGE. Antes de 2007, 70% da população de sua cidade Ipojuca (PE) estava abaixo da linha da pobreza. Apesar de ser uma das cidades onde fica o porto de Suape, a população local se dedicava até então ao subemprego sazonal no corte de cana e no turismo em torno de Porto de Galinhas. A situação da cidade mudou rapidamente e o emprego com carteira assinada foi multiplicado por cinco entre 2006 e 2010, devido à chegada de empresas como o Estaleiro Atlântico Sul.

Fonte: SECOM

 


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