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Violência no Brasil

15.05.2006
 
Violência no Brasil

O Estado São Paulo mais populoso e desenvolvido do Brasil viveu terceira madrugada de violência, com novos ataques  lançados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo mais poderoso do crime organizado paulista. Segundo os bombeiros, desconhecidos incendiaram 28 veículos utilizados no transporte público em diferentes bairros da capital, outros 11 foram queimados em São Bernardo e Diadema, e dois mais em Osasco, sem registro de vítimas.


Orquestradas pelo PCC  as ações são uma resposta à decisão do governo estadual de isolar líderes da facção. Na quinta-feira (11), 765 presos foram transferidos para a penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km a oeste de São Paulo), com a intenção de coibir ações promovidas pela facção. No dia seguinte, oito líderes foram levados para a sede do Deic, em Santana (zona norte de São Paulo). Entre eles estava o líder da facção, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola. No sábado, ele foi levado para a penitenciária de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo), considerada a mais segura do país. Na unidade, ele ficará sob o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), mais rigoroso.


A maior série de ataques contra forças de segurança de São Paulo deixou, desde a noite da última sexta-feira (12), 52 pessoas mortas naquele estado. O número inclui policiais civis, militares, guardas metropolitanos, agentes penitenciбrios, civis e suspeitos. Segundo balanço divulgado pelo governo do estado de São Paulo na manhã desse domingo, no total, cerca de 50 pessoas ficou ferida. Durante o fim de semana, foram registradas 78 rebeliões em prisões paulistas, e nas últimas horas também ocorreram rebeliões em quatro prisões do Mato Grosso do Sul e em uma de Foz do Iguaçu.

Neste domingo à tarde, a Polícia deteve 82 suspeitos de participação na ofensiva criminosa e confiscou 97 armas, a metade delas em um arsenal descoberto em São José dos Campos.


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