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Venezuela: Tentativa de Golpe e Guerra Econômica

30.03.2016
 
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Enquanto renomado jornalista venezuelano, famoso pela credibilidade, faz seguidas denúncias da guerra econômica e das tentativas de golpe por parte da oposição local auxiliada pelo eixo Bogotá-Washington-Madri, assassinatos ocorrem no lado venezuelano e colombiano da região fronteriça, contra quem ousa levantar sua voz ou luta pelos direitos humanos. Eis a "guerra às drogas" e a busca por democracia do regime norte-americano na América Latina, que fomenta Estados policialescos como o colombiano e oposições truculentas como a venezuelana. Os vídeos aqui expostos são mais uma evidência disso. tanto quanto que a Venezuela é território de liberdade e de paz

Mais um deputado governista é assassinado na Venezuela por motivações políticas: no dia 25 de março, César Vera (40) foi alvejado por tiros no altamente tenso estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia. A região foi epicentro das guarimbas  (violentos protestos incitados pela oposição e por Washington com o fim de derrubar o governo venezuelano) no início de 2014, além de ser porta de saída para o contrabando de produtos básicos, e de entrada e saída de drogas e de paramilitares colombianos.

Segundo investigações, o crime se deve a interesses da máfia da droga e do contrabando de alimentos, combatidas por Vera. O governador tachirense José Gregorio Vielma Mora afirmou que os supostos assassinos possuem ligação ao ex-presidente colombiano de direita, Alvaro Uribe, acusado diversas vezes times por ligação a grupos paramilitares. 

Do lado colombiano próximo à fronteira com a Venezuela, o líder comunitário Henry Pérez da cidade de Tibu, a noroeste do estado de Santander, encontra-se desaparecido há mais de 2 meses: Pérez lutava pelo fim da plantação de drogas na região. Segundo defensores de direitos humanos ali, Santander está altamente militarizada pelas forças do Exército e por contingentes das FARC-EP. "Ali não acontece nada sem que eles não fiquem sabendo", afirmou Wilfredo Cañizares, diretor da organização de direitos humanos (Progresar), da cidade de Cúcuta, exatamente na fronteira com a Venezuela.

 

Como é possível que entre diariamente na Colômbia (Estado policialesco, maior aliado de Washington na América Latina) toneladas de alimentos e produtos básicos gerando escassez na Venezuela, além do narcotráfico, sem que as autoridades colombianas consigam detê-los? Foi o que este autor tentou descobrir no lado colombiano da fronteira com o país caribenho.

Na entrevista anônima (vídeo abaixo), determinado "funcionário colombiano da fronteira" como pede para ser identificado sem que se especifique sequer onde trabalha, fez denúncias bastante reveladoras antes da gravação: o contrabando de produtos básicos e de gasolina da Venezuela além do tráfico de drogas são facilitados pela Alfândega colombiana, que recebe propina para isso. Segundo o entrevistado, que afirma ter tido ligações com as Farc, isso é parte fundamental do boicote econômico contra a nação vizinha incentivado pelo governo de Bogotá.

Tais denúncias são obviamente de grande importância não apenas pela gravidade dos fatos em si, mas também porque o monopólio da informação global tem feito coro exatamente com os governos colombiano, espanhol e norte-americano ao qualificar as medidas do presidente Nicolás Maduro, de fechar a fronteira colombo-venezuelana em certo período da noite, madrugada adentro, é infame e até ditatorial.

Este autor, após longa espera pelo "momento certo" de acordo com o entrevistado (ele havia sido questionado pela Alfândega colombiana sobre o que este autor queria com sua filmadora, vigiado de perto pelas inúmeras câmeras ali), entra com ele em uma sala escura onde o denunciante fica de costas à câmera, conforme pode ser visto no vídeo abaixo, e começa a falar.

Quando questionado o porquê de o presidente Maduro ter tomado a decisão de fechar a fronteira em determinado horário, o que daria início às denúncias, a conversa é bruscamente interrompida por um funcionário da Alfândega, que proíbe a entrevista de continuar:

vídeo

Após a interrupção, o entrevistado solicita que o entrevistador espere por meia hora ou mais, longe dali. No aguardo, este autor sai às ruas fronteiriças, ainda no lado colombiano a fim de registrar o trânsito caótico em que cada centímetro é raivosamente disputado rumo à Venezuela, em busca do contrabando e do narcotráfico (vídeos abaixo). Ali também, este autor acaba sendo algumas vezes intimidado e questionado diante de cidadãos colombianos que fogem do foco da câmera:

Vídeo

Tomada do edifício da Alfândega colombiana cidade de Cúcuta, fronteira com a Venezuela (cidade de San Antonio, Táchira):

Vídeo

Em meio ao trânsito caótico e enraivecido, esta filmagem é hostilizada e até intimidada especialmente por pedestres, facilitadores de espaço aos mororistas no trânsito em direção à Venezuela, talvez compradores de produtos ilegais:

Vídeo

A  cada retorno deste autor ao encontro do entrevistado, este diz que se deve esperar mais e que ambos não podem ser vistos conversando, pois tem havido questionamentos e intimidação com monitoramento através de câmeras e indivíduos circulando no local, até que finalmente o funcionário colombiano aconselha que o entrevistador saia rapidamente dali, que deixe apressadamente o "democrático" Estado colombiano respaldado pelos Estados Unidos e cruze a fronteira em direção à Venezuela, o que efetivamente foi feito: são e salvo.

Golpe anunciado

Enquanto assassinatos ocorrem na fronteira colombo-venezuelana em meio ao infindável contrabando e narcotráfico, o renomado jornalista venezuelano José Vicente Rangel segue com denúncias da tentativa de golpe de Estado justamente através do contrabando de produtos básicos e do tráfico de drogas que saem de Táchira à Colômbia, perpetrados pela oposição de direita local apoiada por Bogotá que, segundo o jornalista em concordância com o presidente Nicolás Maduro, forma o eixo golpista com Washington e Madri.

No último dia 20 o jornalista Rangel, famoso pela credibilidade e por apresentar provas na sequência de suas denúncias, garantiu (http://informe21.com/politica/jvr-imagen-de-oposicion-se-deteriora-ante-su-inaccion-politica-en-la-an) que a tentativa de golpe se dádentro e fora da Venezuela, como nunca antes ocorreu com chefes de Estado. 

Antes disso, no dia 13 ele havia denunciado que "um general retirado que exerceu o cargo de ministro da Defesa sob o presidente Hugo Chávez, destituído do cargo por seus vínculos com Washington, está muito ativo junto à oposição na estrutura de apoio militar para a obtenção do que o setor define como a transição [derrubada do presidente Maduro para que a oposição assuma o poder]".

Garantiu ainda que "existe o precedente do apoio de José María Aznar [ex-presidente do decadente Império espanhol] no golpe de 11 de abril de 2002 contra o presidente Chávez".

Em 24 de maio de 2015, afirmou que Washington "tem dado atenção à região com uma escalada do sistema de bases militares adaptada e atualizada pelo Comando Sul como pretexto na luta contra o narcotráfico,segurança nacional, ajuda humanitária e catástrofes".

Sobre esta questão, Rangel advertiu: "O que realmente acontece é que se trata de uma reformulação da política militar e da segurança para a segurança latino-americana e caribenha, controlada pelo Pentágono e seguindo instruções do gobierno norte-americano".

Foi J. V. Rangel quem, três dias depois da vitória presidencial de Nicolás Maduro em 14 de abril de 2013, apresentou gravação em que a deputada oposicionista do Estado de Miranda (centro do país), María Corina Machado do partido Súmate, conversava em particular com o historiador Germán Carrera Damas, na casa deste em 17 de abril.

O registro de voz seria liberado em 26 de junho fazendo com que Corina pedisse desculpas, publicamente, em cadeia nacional por estas afirmações com o historiador: 

"A única maneira de sair disso [derrota presidencial] é provocar e acentuar uma crise. Um golpe de Estado ou um autogolpe, porque... uma confusão e domesticação onde se gera um sistema de controle social total."

Germán Damas perguntou-lhe, "Isto, com apoio do Império, certo?", ao que María Corina respondeu, "Sim, senhor", contando sobre sua viagem secreta a Washington bem como a de Ramón Guillermo Aveledo, ambos a fim de conspirar contra o governo local.

Cidadãos ouvidos: Venezuela, território de liberdade e de paz

Cidade de Barquisimeto, em frente ao Centro de Saúde e Diagnóstico Integrado, construído pelo governo federal. Entrevista: Auxiliar de cozinha do local e estudante de Medicina, estagiária também do local, respondem às questões: Estão corretos os grandes meios de comunicação mundiais, quando dizem que a Venezuela bolivariana vive terrível ditadura, onde não há liberdade de expressão e se reprime os cidadãos? Que mudou no país desde que Chávez assumiu a Presidência, em 1999? Por que tanto interesse dos Estados Unidos na Venezuela?

Vídeo

Cooperativa estadual Feria de las Hortalizas, cidade de Barquisimeto, estado de Lara (centro) governado por Henri Falcón, opositor ao governo bolivariano. Entrevista comElizabeth Duarteprofessora da Universidad Simón Rodríguez. A docente defende as conquistas sociais, dando ênfase nos direitos humanos da Revolução Bolivariana,interrompida aos berros por truculento opositor à Revolução Bolivariana. Após importantes declarações, fica impossível continuar a entrevista, para retornar adiante (na Parte 22, abaixo):

Após a professora universitária ter sido interrompida aos gritos na importante entrevista anterior (Parte 21), desta vez, quando a entrevista transcorre na mais absoluta paz,segurança diz, em meio a importantes declarações da professora sobre liberdade de expressão e direitos humanos, que devemos nos retirar dali, não é possível dar continuidade à entrevista por motivos não apresentados:

Colorida e alegre Caracas: enquanto se diz que o caos e a proibição à liberdade de expressão se dá no lado venezuelano e pelo governo bolivariano, o vídeo abaixo registramanifestação no centro da capital federal em prol da diversidade étnica, comemorando Abolição da Escravatura por parte de apoiantes da Revolução Bolivariana, que também protestam pacificamente contra o decreto de Barack Obama que, sem nenhuma justificativa, considera a Venezuela ameaça inusual e extraordinária à política externa e à segurança nacional dos Estados Unidos:

Vídeo

 

 


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