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Estudo do Comércio no Brasil

25.02.2010
 
Pages: 123
Estudo do Comércio no Brasil

Pesquisa Mensal de Comércio – Fonte IBGE - Base: Dezembro de 2009

Em dezembro, volume de vendas e receita variam -0,4%

O Comércio varejista do País apresentou, em dezembro/09, na relação mês/mês anterior com ajuste sazonal, taxas de variação de -0,4% para o volume de vendas e receita nominal. Tais resultados indicam uma acomodação no setor, após sete meses de resultados positivos. Nas demais comparações (extraídas das séries sem ajustamento), as taxas para o volume de vendas foram de 9,1% sobre dezembro/08 e de 5,9% no acumulado do ano. Já a receita nominal obteve taxas de 11,9% com relação a igual mês de 2009 e de 10,0% no ano.

Ainda na análise da série ajustada, das oito atividades que compõem o varejo , quatro tiveram variações negativas: -3,4% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; -3,3% em Móveis e eletrodomésticos; -0,8% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e -0,8% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo . As variações positivas foram: 1,6% em Livros, jornais, revistas e papelaria; 0,7% em Combustíveis e lubrificantes ; 0,2% para Tecidos vestuário e calçados ; e 0,2 % para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação .

Já na relação dezembro 09/dezembro 08, todas as oito atividades obtiveram aumento no volume de vendas. As taxas, por ordem de importância no resultado global, se estabeleceram em 9,7% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 13,2% em Móveis e eletrodomésticos ; 6,8% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 5,8% em Tecidos, vestuário e calçados ; 10,7% em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos ;5,3%para Combustíveis e lubrificantes ; 3,7% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e 9,3 % para Livros, jornais, revistas e papelaria .

RESULTADOS ANUAIS

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2009 de 8,3% em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por um 67,8% da taxa anual do varejo (Tabela 3). Este desempenho reflete, principalmente, o aumento do poder de compra da população decorrente do aumento da massa de salário da economia (obtida pela melhora da renda e do emprego) e da expansão do crédito, conforme revelado pelos dados da Pesquisa Mensal de Emprego – (PME do IBGE) e Relatório do Banco Central do Brasil, respectivamente.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceu, em 2009, o segundo maior impacto no resultado anual do Comércio varejista, sendo responsável por 11,9% da magnitude da taxa global, ao registrar variação no volume de vendas de 8,4% no ano, comparativamente ao ano de 2008. Englobando segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, entre outros, esta atividade teve seu desempenho também influenciado pela evolução positiva da massa de salários e pela retomada gradual do crédito.

A terceira maior contribuição positiva para o resultado global no ano de 2009 coube ao segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que registrou crescimento de 11,8%, em relação ao ano anterior. A expansão da massa de salários, a venda dos medicamentos “genéricos” e o envelhecimento da população1 formam a base de sustentação do desempenho positivo do segmento pelo sexto ano consecutivo.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos exerceu, em 2009, o quarto maior impacto no resultado anual do Comércio varejista, sendo responsável por 5,1% da magnitude da taxa global, ao registrar variação de 2,1% no volume de vendas em relação ao ano anterior. A retomada gradual do crédito, melhoria do rendimento real e estabilidade do emprego2 e incentivos governamentais (redução do IPI para a chamada linha branca), foram os principais fatores de sustentação do resultado positivo da atividade, que completa também seis anos de crescimento consecutivo.

Exercendo o quinto maior impacto positivo no resultado do varejo no ano, a atividade de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação obteve acréscimo no volume de vendas de 10,6% sobre o ano de 2008. Dentre os fatores que determinaram este desempenho, vale destacar a expressiva queda de preços dos produtos de informática (-7,5% em 2009 para o subitem Microcomputadores, segundo IPCA) proporcionada pelas medidas fiscais do Governo para reduzir a exclusão digital.

A sexta maior contribuição à taxa global foi da atividade de Combustíveis e lubrificantes , que apresenta resultado positivo no volume de vendas, ao registrar variação acumulada de 0,8% em 2009, com relação ao ano anterior. Apesar do aumento da frota de carros particulares, devido ao incentivo dado pelo governo através da redução do IPI para automóveis novos, este resultado reflete os sintomas da crise financeira que aportou no Brasil no último trimestre de 2008, reduzindo a atividade industrial do país e, por conseqüência, o fluxo do transporte de carga nas rodovias.

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